terça-feira, 30 de março de 2010

Dizer NÃO pode ser saudável !!!

O NÃO Saudável !
Dizer NÂO pode ser saudável

Não me lembro da primeira vez que a minha mãe me disse que não podia fazer alguma coisa, mas recordo que foram muitas. E como lho agradeço agora! Fui uma menina irrequieta que já aos quatro meses tinha caído da cama duas vezes, que arrasava tudo o que as suas mãos pequeninas podiam alcançar; que aos quatro anos, sem querer, claro, tinha pegado fogo a um quarto de brinquedos; aos 7, por se perder dos pais, acabou numa esquadra uma vez que não sabia como regressar a sua casa, e aos 12 ensinava as amigas a fumar.

Os meus pais depressa aprenderam, sem receber nenhum curso de Escola de Pais, que uma das fórmulas-chave de me amar era ensinar-me que existem limites em todos os campos: físicos, psicológicos e éticos. Os limites para o ser humano não são obstáculos à liberdade, são precisamente os caminhos a seguir para que esta possa escolher o bem, a verdade e o amor, que não são pouca coisa.

Um elemento imprescindível na educação é saber dizer ”não”. As actuais gerações de pais de família dão a impressão de ter horror a esta palavra. Treme-lhes a voz quando têm que pôr um limite, e até se sentem culpados quando o fazem. O bom educador não necessita levantar a voz, basta-lhe, em muitas ocasiões, um olhar para dizer “isso não se faz”, porque se sente seguro de estar fazendo o que está certo.

A diferença psicológica fundamental entre a criança e o adulto reside em que o primeiro desconhece quais são os seus limites, até onde pode chegar nos seus desejos, o que o favorece ou o que o prejudica, o que é o bem e o que é o mal. A sábia natureza organizou de tal maneira a coisas que o período de amadurecimento de uma “cria humana” é dos mais lentos comparado com outros mamíferos. Quantos anos depende uma criança do adulto para poder subsistir por si mesmo? Esses anos são vitais não só pela necessidade de receber o alimento, mas também pela necessidade de EDUCAR A LIBERDADE HUMANA EM FUNÇÃO DO AMOR.

Herber Macuse foi um dos pensadores que mais intercederam nos anos 60 pelas teorias da total permissividade sexual na criança, para lhe evitar traumas futuros. Das 34 crianças “usadas” como objectos da sua experiência num jardim de infância americano, durante 5 anos, em que nunca se lhes disse “não” a nada, 12 suicidaram-se antes dos 55 anos, 18 apresentaram sérios problemas de adaptação e convivência e 4 levaram uma vida aparentemente normal.

A violência nas escolas, a falta de disciplina, o aumento da delinquência juvenil, o vandalismo, o uso do próprio corpo e do alheio como instrumento do prazer, as dependências do álcool, das drogas, da pornografia, etc. são fenómenos globais da sociedade ocidental. Todos estes comportamentos – esclarece o psicólogo Tony Anatrella, na sua obra “O sexo esquecido” - dos quais cada vez mais pessoas se queixam com um sentimento de impotência e de saturação, não estão a acontecer por acaso. A sociedade criou as condições objectivas para que se desenvolvam e não é justo afirmar, como fazem alguns sociólogos, que estão sistematicamente relacionados com o desemprego e a crise económica. Na realidade estes comportamentos demonstram bem que há uma desresponsabilização da sociedade.

E uma das causas principais para este facto foi o medo que nos transmitiram para educar, de vez em quando, com um “não” necessário. O “não” é um termo politicamente incorrecto, inimigo da tolerância, da permissividade, embora se bem utilizado, seja o elemento-chave para formar inteligências abertas, vontades livres e afectividades sãs.

Por detrás de cada “não” durante a formação, há milhões de “sim” no futuro da vida dessa criança. Um “não” a um acto egoísta é dizer “sim” a muitos actos de generosidade, um “não a um comportamento sexual separado de um amor verdadeiro, é o princípio de uniões estáveis e felizes, um “não” à negligência, é um “sim” à responsabilidade e ao espírito de luta, e um “não” à curiosidade mórbida de torturar um animalzinho sem necessidade alguma, é também um “sim” ao cuidado com o planeta e ao desenvolvimento da responsabilidade ecológica.

Fica demonstrado que um “não” a tempo, pode ser saudável, para o ser humano de hoje e para a sociedade do futuro.”


(Por: Nieves García, Colaboradora de Mujer Nueva)

Tradução, para Aldeia, de Fernanda Silva


«A educação faz com que as pessoas sejam fáceis de guiar, mas difíceis de arrastar; fáceis de governar, mas impossíveis de escravizar.» (Henry Peter)

terça-feira, 23 de março de 2010

Jogos infantis

Os jogos infantis ou lúdicos são uma excelente ferramenta para observação do comportamento cognitivo das crianças. Abaixo disponibilizamos alguns desses jogos.

Caso tenha algum jogo para nos enviar, após uma avaliação ele será acrescentado aos demais. Não nos responsabilizamos por danos que possam vir a ocorrer por conta dos downloads deste programas. Caso algum jogo não funcione on-line, clique com o botão direito do mouse em "Salvar Destino Como..." e salve no seu computador.

Aproveitem e boa brincadeira.

Torre de Hanoi


Eis um jogo de grande apelo educativo. A proposta do jogo é transferir uma Pilha de discos de um lugar para outro, no menor número de movimentos possíveis.
É um exercício de lógica, senso de organização, planejamento e paciência.



Jogo da Velha


Tradicional jogo da velha, onde a pessoa joga contra o computador. Marca um ponto quem conseguir marcar primeiro três casas seguidas.
É um jogo muito interessante principalmente para os mais jovens, pois ajuda a trabalhar o raciocínio de planejamento futuro, lógica, etc.





Jogo da Memória
É o tradicional joguinho da memória contra o computador. Você tem que descobrir onde estão os pares antes do tempo terminar.
Trabalha a Atenção, a Capacidade de Associação Visual e Coordenação motora. Pode ser usado por qualquer faixa etária, mesmo por crianças bem pequenas.

Como sugestão de uso, pode o educador sugerir que os jogadores, a cada partida, tentem reduzir a quantidade de tentativas da anterior. Pode ser jogado por grupos de dois ou três. Nesse caso, apenas um ficará no comando do mouse, enquanto que os demais podem ajudar no processo de memorização, apontando onde estão os pares.


Missionário e o Canibal
Neste jogo o objetivo é atravessar seis personagens - três missionários e três canibais ferozes - para a outra margem do rio.
A canoa não anda sozinha e obrigatoriamente precisa ter algum personagem dentro dela para realizar a travessia. NUNCA os canibais ferozes poderão ficar em número superior aos do missionários porque eles o devorarão.

Este jogo trabalha a atenção, raciocínio lógico e espacial, percepção, inteligência e capacidade de associação visual.

Pode ser jogado em grupos onde estimulara a participação coletiva e a discussão do grupo.


Genius
Jogo onde o computador realiza uma série diferente de movimentos a cada jogada e o jogador precisa repeti-la.
A cada jogada acrescenta um movimento aos já efetuados aumentando a dificuldade. Joga-se com o mouse.

Neste jogo se trabalha a memória, coordenação motora, raciocínio e lógica.

Indicado para todas as idades. Se jogado em grupo, pode-se avaliar a participação coletiva e a discussão.


Jogo das Caixas - Sokoban
Jogo de raciocínio lógico dividido em múltiplos níveis de dificuldade. Ideal para crianças maiores de 8 anos. O objetivo é simples: Organizar as caixas que estão fora dos seus lugares dentro de um armazém.

Serve para trabalhar a coordenação motora, Senso de lógica, Senso direcional, Senso de organização etc.
O jogo vai exigir do usuário muita paciência e capacidade para resolver problemas simples ou complexos. Não é indicado para crianças pequenas, pois podem se impacientar com o fato de repetirem muito certos movimentos, além de exigir um raciocínio, digamos, mais maduro.

Não há contagem de tempo o que o torna ideal como ferramenta didática.

Como sugestão de uso, pode o educador estudar uma média de movimentos à cada estágio e com isso, criar um gabarito para si mesmo. Não deve dizer em quantos movimentos se consegue, mas servirá para avaliar aqueles que pensam antes de agir e os demais que agem por tentativa e erro. É interessante, a depender da quantidade de movimentos, que o jogador seja estimulado a reduzir este número.

Como Jogar: Com Teclado ou Mouse. As Setas do Teclado movimentam o personagem. Empurre as caixas para os locais marcados com bolinhas amarelas.

Dominó
Jogo de raciocínio lógico. Ideal para crianças maiores de 6 anos. O objetivo é simples: Selecionar todos os pares do dominó que estão no tabuleiro, sem deixar nenhuma peça de fora. O problema é que eles foram divididos ao meio. A cada par selecionado, no painel à esquerda, o conjunto escolhido será marcado.

Serve para trabalhar o Senso de lógica, Senso matemático, Senso de organização etc.
O jogo vai exigir do usuário muita atenção e capacidade para combinar elementos. Para crianças menores de 6 anos não é indicado. Requer um pensamento lógico parcialmente formado e uma capacidade de concentração que elas ainda não desenvolveram.

Não há contagem de tempo o que o torna adequado como ferramenta didática.

Como sugestão de uso, pode o educador trabalhar em equipes de 2 ou mais jogadores por vez, todos pensando juntos.

Como Jogar: Apenas com o Mouse. Tecle sobre as partes dos pares que deseja selecionar e no painel ao lado o respectivo par será marcado. Pode-se jogar com dominós, números e bolinhas coloridas. Tente clicar sobre as demais opções do Menu para conhecer a função de cada uma delas.

Dots (Pontinhos)
Jogo de raciocínio lógico, matemático e muita estratégia. Ideal para crianças maiores de 6 anos. O objetivo é simples. O jogador tentará "tomar" uma casa, identificada por um quadrado com um valor dentro, ligando dois pontos de cada vez. Após três pontos ligados, quem ligar o quarto ganha a casa e os pontos. Quem conseguir mais pontos no final vence a partida.

Muito bom para trabalhar o Senso de lógica e matemático, etc. O jogo vai exigir do usuário muito raciocínio estratégico. Não há contagem de tempo o que o torna indicado como ferramenta didática.

Como sugestão de uso, pode o educador estimular cada um a traçar sua própria estratégia, e testar outras possibilidades, como por exemplo, as idéias de outros alunos. Pode ser jogado em grupo.

Como Jogar: Apenas com o uso do Mouse. O usuário "clica" sobre o espaço de dois pontos que deseja marcar e uma linha será traçada. Em cada estágio, a quantidade de pontos mínimo exigido será exibido junto da legenda: "GOAL". A cada estágio essa quantidade de pontos será maior.
NOTA: Se o jogo não abrir, salve-o no seu computador e jogue a vontade.


Garrafas
O Jogo é um teste de Raciocínio Lógico e Matemático para todas as idades. Objetivo e Jogo são bastante simples: Postas 3 garrafas com diferentes volumes, o jogador terá como missão, colocar nas duas primeiras 4 litros do líquido em cada uma.

Serve para trabalhar o Senso de lógica, Senso matemático, Capacidade de combinação etc.
O jogo vai exigir do usuário muita atenção e capacidade para combinar elementos. Está indicado para todas as faixas etárias.

Não há contagem de tempo o que o torna adequado como ferramenta didática.

Como sugestão de uso, pode o educador trabalhar em equipes de 2 ou mais jogadores por vez, todos pensando juntos. Pode-se trabalhar com a proposta de reduzir o número de jogadas para a conclusão da tarefa.

Como Jogar: Apenas com o Mouse. O jogador "clica" sobre uma das garrafas, a de Origem, e o "Cursor do Mouse" se transforma em um "Conta Gotas" que deve ser arrastado para a garrafa destino. Faça quantas combinações quiser, não há restrição quanto ao número de jogadas. As instruções do Jogo estão em Português.

Guarda-Roupa da Mônica
Programa que simula o trocar de roupa de uma boneca. O personagem que deverá receber as roupas e adereços é a própria Mônica. É indicado para todas as idades, especialmente crianças que ainda estão aprendendo a usar o mouse.

Trabalha especialmente a Coordenação Motora. O usuário pode selecionar dentre três diferentes padrões de indumentárias, ou Guarda-roupas. Esportes, Verão e Inverno.

Como sugestão de uso, pode o educador solicitar que os alunos vistam o personagem de acordo com um evento que ele dará através de uma pista simples. Por exemplo: "Que tipo de roupa vestiria para me proteger do frio ?", etc.

Como Jogar: Apenas com o Mouse. "Clique" sobre o objeto desejado e depois arraste a figura selecionada para cima do personagem, no ponto onde deseja posicioná-la. Para descartar um objeto ou roupa, clique sobre o mesmo e arraste para o pequeno baú.
NOTA: esse programa precisa ser instalado no computador para funcionar. Não há a opção de imprimir o personagem produzido.


Memória da Turma da Mônica
Jogo de memória bastante simples com os personagens da Turma da Mônica. O Objetivo é simples, formar pares de figuras iguais.

Trabalha a Atenção, a Capacidade de Associação Visual e Coordenação motora. Pode ser usado por qualquer faixa etária, mesmo por crianças bem pequenas.

Como sugestão de uso, pode o educador sugerir que os jogadores, a cada partida, tentem reduzir a quantidade de tentativas da anterior. Pode ser jogado por grupos de dois ou três. Nesse caso, apenas um ficará no comando do mouse, enquanto que os demais podem ajudar no processo de memorização, apontando onde estão os pares.

Como Jogar: Apenas com o Mouse. "Clique" sobre dois quadrinhos e tente memorizar a posição das figuras ocultas para então formar os pares. O Número de tentativas, ou a cada par "clicado", é exibido no alto da tela. As instruções estão em português.

Resta Um
Jogo de Raciocínio Lógico. O objetivo é eliminar todas as peças do tabuleiro fazendo movimentos como num jogo de Damas. É mais indicado para crianças de 8 anos e acima, mas deve o educador ficar atento, uma vez que algumas crianças menores, a depender da idade intelectual, podem estar aptas a jogar.

Serve para trabalhar a coordenação motora, lógica, raciocínio matemático, atenção, dentre outros.

À medida que o nível de dificuldade aumenta, o número de peças será maior. Há um cronômetro decrescente que limita o jogador. A distribuição das peças é quase sempre diferente, mesmo em se tratando da mesma fase.

Como sugestão de uso, poderá o instrutor incentivar o jogo coletivo, isto é, dois jogadores de cada vez, mas apenas um, a cada etapa, acionando o mouse.

Como Jogar: Use apenas o Mouse. Para iniciar aperte o botão "START". A qualquer momento o jogador pode voltar uma ou várias jogadas atrás apertando o botão: "UNDO". Para mover as peças clique sobre ela e o ponto de destino.
NOTA: Se o jogo não abrir, salve-o no seu computador e jogue a vontade.


Senha
Jogo de raciocínio lógico. Ideal para crianças maiores de 6 anos. O objetivo é simples: Adivinhar a ordem dos 4 pinos coloridos, dentre as 6 disponíveis, que foi escolhida aleatoriamente pelo computador.

Serve para trabalhar o Senso de lógica, Senso matemático, Senso de organização etc.
O jogo vai exigir do usuário muita atenção e capacidade para combinar elementos. Para crianças menores de 6 anos não é indicado. Requer um pensamento lógico parcialmente formado e uma capacidade de concentração que elas ainda não desenvolveram.

Como sugestão de uso, pode o educador trabalhar em equipes de 2 ou mais jogadores por vez, todos pensando juntos.

Como Jogar: Apenas com o Mouse. Tecle sobre o círculo cinza vazio onde deseja posicionar a cor e em seguida sobre a cor desejada. No próprio Jogo há um pequeno manual em português com todas as instruções de uso.
NOTA: Se o jogo não abrir, salve-o no seu computador e jogue a vontade.


Sombras Turma da Mônica
Jogo onde o usuário deve unir um objeto com a respectiva sombra, ou silhueta. O único inconveniente é o tempo restrito para realizar a tarefa, o que torna o programa inviável para crianças menores, ou como uma ferramenta didática de valor. Apenas no modo Fácil dá para conseguir algum benefício didático, ainda que restrito.

Trabalha a Atenção, a Capacidade de Associação Visual e Coordenação motora.

Como sugestão de uso, pode o educador sugerir que os jogadores ignorem o tempo e respondam o que for possível a cada etapa.

Como Jogar: Apenas com o Mouse. "Clique" sobre o objeto ou figura desejada e depois a arraste para cima da sua respectiva sombra, sempre de olho no tempo que é bem limitado.

NOTA: esse programa precisa ser instalado no computador para funcionar. Não há a opção de imprimir o personagem produzido.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Escrita correta

Aquisição da Habilidade de Escrever


Ao participar do Curso de Dislexia com o Professor Vicente Martins, no Pré I Simpósio Nacional de Screeners, ocorrido no início de Outubro no Hospital de Olhos, senti-me na obrigação de realizar uma reflexão sobre o processo da escrita.

É comum ouvirmos questionamentos sobre a péssima qualidade das escritas das crianças de hoje: - “Por que antigamente todos tinham letra bonita e agora é esse caos?”

A resposta é muito simples, depois dos estudos sobre a “Psicogênese da Língua Escrita”, os educadores mal informados, descuidaram-se do processo de escrita, o qual envolve não apenas a instrumentação para a evolução do pensamento, em função da comunicação, mas exige também habilidades psicomotoras, as quais requerem uma complexidade maior no amadurecimento da musculatura, preparando assim o braço e os dedos para o ato de escrever, como ocorre na aquisição de toda habilidade motora.

De Ajuriaguerra a Emilia Ferreiro, todas as descobertas são válidas e muito fáceis de identificação na evolução infantil.

A Psicogênese da Língua Escrita é um fato, através dela podemos reconhecer a fase do desenvolvimento do letramento infantil, seja ela icônica, simbólica, silábica, silábica alfabética ou alfabética.

Para que a criança consiga se comunicar com legibilidade, precisamos atender a todos os aspectos de seu crescimento. O trabalho de conquista do Esquema Corporal começa no Maternal, desde o equilíbrio estático, dinâmico, educação de movimentos amplos, reforço dos movimentos de pinça, alongamento e “musculação”, de todo o corpo e neste caso especialmente dos membros superiores, a partir do ombro, até os dedos.

Para a criança escrever, ela precisa estar com o movimento de pinça muito bem definido, segurar corretamente o lápis, apoiando o braço na mesa, prevenindo-se assim de dores futuras, que tornam a escrita sofrida. Para isso a professora de Maternal deve oferece muita massinha, argila, rasgagem de papel, enrolagem de bolinhas, arremesso de bolas de jornal, transporte de materiais, pinturas e desenhos com vários instrumentos e sobre texturas diversas. Até o transporte da mochila da criança é benéfico para reforço dos músculos envolvidos na escrita.

Sabe-se que para desenhar um símbolo escrito, do nosso alfabeto, uma criança tem de ser capaz de reproduzir com clareza e traços bem definidos, um quadrado, um círculo e um losango.

Estas figuras básicas exigem do aluno habilidade para desenhar traços verticais, horizontais e circulares e inclinados. Estes últimos, só aparecem depois que a criança é capaz de cruzar a linha mediana do corpo. Antes disso, ela representa o traço inclinado, tombando o papel.

Mas é comum a criança fazer rabiscos e a mãe ou professores comentarem, -“Ele já escreve o seu nome”???...

A “CAIXA ALTA”, ou maiúscula de imprensa é muito simples, uma vez que exige apenas a representação das formas básicas, mas o processo é complexo. Primeiramente a criança desenha letras soltas no espaço. Depois ela adquire espaçamento (consegue escrever sem riscar uma letra por cima da outra). Em seguida a letra ganha proporcionalidade (todas de tamanho semelhante, o que deve ser no mínimo de dois centímetros, porque nesta fase a criança usa os dedos apenas para segurar o lápis e não pode movimentar o pulso, para não sentir dor, ela trabalha apenas com os músculos maiores que impulsionam o braço). Na última etapa a letra ganha alinhamento, indicando que a criança já é capaz de escrever na pauta.

Todavia o professor tem de estar atento para não deixar o aluno além do tempo necessário, escrevendo em caixa alta. A letra minúscula é muito importante, para que a criança perceba hastes ascendentes e descendentes, lado direito e esquerdo, e adquira os movimentos necessários que vão levá-la à escrita cursiva. A letra minúscula, porém deve seguir a pauta, as letras curtas (a, c, s, r, m, n, z, x, w e v) têm que ser do tamanho da pauta, as hastes ascendentes (l, b, d, t, h, k) tem de tocar a pauta de cima, e as descendentes (q, g, p, z, y), tocam a linha inferior.

A letra cursiva obedece ao mesmo processo evolutivo, e o alfabeto de Freeman é o mais indicado, porque foi comprovado que anatomicamente exige menos esforço da mão, a pessoa só levanta a mão do papel, depois de concluída a palavra. Na escrita cursiva, apenas os dedos se movem, o antebraço é apenas empurrado para direcionar os movimentos, o que garante ao escriba rapidez no ato de escrever, levando-o também a inclinar a letra. A folha deve fazer um ângulo de 30 graus com a beirada da mesa, facilitando assim o apoio na mesa.

Concluindo, para que o processo de aquisição da língua escrita se complete, é necessário que a criança saiba usá-la para se comunicar, de modo espontâneo. Além disso, sua letra tem de ter, espaçamento, proporção, legibilidade e rapidez. No caso da cursiva, os movimentos sejam realmente cursivos e só se interrompam no final da palavra.

É importante que a professora esteja atenta à habilidade de constância perceptiva, (leitura de qualquer tipo de letra), mas tratando-se de escrita caligráfica, o modelo de letra tem que ser sempre o mesmo. Mais tarde a criança poderá escolher seu estilo, mas enquanto aprende, a cópia tem de ser uma reprodução.

Durante a evolução da escrita é importante que se observe a percepção visual do aluno e a resposta ao processamento da imagem. A criança que processa de forma distorcida a imagem gráfica, com certeza terá respostas distorcidas ao escrever, principalmente na cópia, em que além de decodificar a palavra deverá reproduzi-la com fidelidade. Quando não ocorre essa fidelização pais e professores se questionam “como copiar errado”?

Esse, porém é um assunto para outra oportunidade, envolvendo a Ortografia.


Maria Christina Fonseca Penna é Screener e diretora pedagógica do Centro Educacional Ouro Preto (Ouro Preto-MG)

domingo, 21 de março de 2010

Saber Amar !

Você sabe amar?



Eu estou aprendendo.
Estou aprendendo a aceitar as pessoas, mesmo quando elas me desapontam.
Quando fogem do ideal que tenho para elas, quando me ferem com palavras ásperas
ou ações impensadas.

É difícil aceitar as pessoas assim como elas são, não como eu desejo que elas sejam.
É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo.

Estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a escutar, escutar
com os olhos e ouvidos, escutar com a alma e com todos os sentidos..

Escutar o que diz o coração, o que dizem os ombros caídos,
os olhos, as mãos irrequietas.
Escutar a mensagem que se esconde por entre as palavras
corriqueiras, superficiais;

Descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta.
Penetrar o sorriso fingido, a alegria simulada, a vanglória exagerada.

Descobrir a dor de cada coração.

Aos poucos, estou aprendendo a amar.

Estou aprendendo a perdoar.

Pois o amor perdoa, lança fora as mágoas,e apaga as cicatrizes que a incompreensão
e a insensibilidade gravaram no coração ferido.

O amor não alimenta mágoas com pensamentos dolorosos.

Não cultiva ofensas com lástimas e autocomiseração.
O amor perdoa, esquece, extingue todos os traços
de dor no coração.

Passo a passo, estou aprendendo

a perdoar, a amar .

Estou aprendendo a descobrir

o valor que se encontra dentro de cada vida, de todas as vidas.

Valor soterrado pela rejeição,pela falta de compreensão,
carinho e aceitação, pelas experiências duras vividas ao longo dos anos.

Estou aprendendo a ver nas pessoas a sua alma e as possibilidades que Deus lhes deu.

Estou aprendendo...
Mas como é lenta a aprendizagem!!!

Como, é difícil amar,amar como Cristo amou!
Todavia, tropeçando, errando,estou aprendendo...

Aprendendo a pôr de lado as minhas próprias dores, meus interesses, minha ambição, meu orgulho, quando estes impedem o bem-estar e a felicidade de alguém!


Desconheço a autoria

O tesouro mais precioso

Uma mulher velha e sábia fazia uma viagem através das montanhas quando, no leito de um rio, encontrou uma pedra preciosíssima.

No dia seguinte, continuando o seu caminho, deparou-se com um viajante que tinha fome. Para atender ao seu pedido de ajuda, a mulher abriu a bolsa para dividir com ele a comida.

O homem deslumbrou-se com a visão da pedra e pediu à mulher que lha desse de presente, o que ela fez sem hesitar.

O viajante se foi, rejubilando-se por sua sorte... Aquela pedra poderia garantir-lhe segurança e bem-estar por toda a sua vida.

Mas, alguns dias depois, ele voltou à procura da mulher... Ao encontrá-la entregou-lhe a pedra dizendo: “Pensei muito e sei bem o valor dessa pedra, mas venho devolvê-la. O que eu quero é algo muito mais precioso... Se for possível, me dê o que está dentro da senhora e que a fez capaz de entregar-me sem hesitação um tesouro como esse.”


Desconheço a autoria

domingo, 14 de março de 2010

Educar sem violência

COMO SE EDUCA SEM VIOLÊNCIA
Dr. Arun Gandhi

O Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do MK Gandhi Institute,
contou a seguinte história sobre a vida sem violência, na forma da habilidade de seus
pais, em uma palestra proferida em junho de 2002 na Universidade de Porto Rico.

"Eu tinha 16 anos e vivia com meus pais, na instituição que meu avô havia fundado,
e que ficava a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul. Vivíamos no interior,
em meio aos canaviais, e não tínhamos vizinhos, por isso minhas irmãs e eu sempre
ficávamos entusiasmados com a possibilidade de ir até a cidade para visitar os
amigos ou ir ao cinema.Certo dia meu pai pediu-me que o levasse até a cidade, onde participaria de uma conferência durante o dia todo. Eu fiquei radiante com esta oportunidade. Como íamos até a cidade, minha mãe me deu uma lista de coisas que precisava do supermercado e, como passaríamos o dia todo, meu pai me pediu que tratasse de alguns assuntos pendentes, como levar o carro à oficina.

Quando me despedi de meu pai ele me disse: "Nos vemos aqui, às 17 horas, e
voltaremos para casa juntos".

Depois de cumprir todas as tarefas, fui até o cinema mais próximo. Distraí-me tanto com o filme (um filme duplo de John Wayne) que esqueci da hora. Quando me dei conta eram 17h30. Corri até a oficina, peguei o carro e apressei-me a buscar meu pai. Eram quase 6 horas. Ele me perguntou ansioso: "Porque chegou tão tarde?" Eu me sentia mal pelo ocorrido, e não tive coragem de dizer que estava vendo um
filme de John Wayne. Então, lhe disse que o carro não ficara pronto, e que tivera
que esperar. O que eu não sabia era que ele já havia telefonado para a oficina. Ao
perceber que eu estava mentindo, disse-me: "Algo não está certo no modo como o
Tenho criado, porque você não teve a coragem de me dizer a verdade. Vou refletir
sobre o que fiz de errado a você. Caminharei as 18 milhas até nossa casa para
pensar sobre isso".

Assim, vestido em suas melhores roupas e calçando sapatos elegantes, começou a
caminhar para casa pela estrada de terra sem iluminação. Não pude deixá-lo
sozinho...guiei por 5 horas e meia atrás dele...vendo meu pai sofrer por causa de
uma mentira estúpida que eu havia dito.

Decidi ali mesmo que nunca mais mentiria.

Muitas vezes me lembro deste episódio e penso: "Se ele tivesse me castigado da
maneira como nós castigamos nossos filhos, será que teria aprendido a lição?”
Não, não creio. Teria sofrido o castigo e continuaria fazendo o mesmo. Mas esta ação
não-violenta foi tão forte que ficou impressa na memória como se fosse ontem.
Este é o poder da vida sem violência".

Enviado por Carmen Marina
(Psicóloga clínica)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Você é o que quiser ser !

Tese de Guerdjef: Você é o que quiser ser !
Tese de Guerdjef

Tese de um pensador russo chamado Guerdjef, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver.

Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que,
realmente vale como principal".

Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.

Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade interna. Ei-las:

1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

2) Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço
para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez.
Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos.
Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

8) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e
elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

9) Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto há ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

11) Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.

13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros.
Não adianta estar mais longe.

14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo ... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

19) Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!

20) E entenda de uma vez por todas, definitiva e
conclusivamente:

Você é o que se fizer ser!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Inteligência Emocional

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E A ARTE DE EDUCAR NOSSOS FILHOS


Ter inteligência emocional significa perceber os sentimentos dos filhos e ser capaz de compreendê-los, tranqüilizá-los e guiá-los.

Ser emocionalmente consciente significa a capacidade de reconhecer, identificar as próprias emoções,os próprios sentimentos e perceber as emoções dos outros.

Se desconfia que seu filho está triste, irritado ou com medo, é bom tentar se colocar no lugar dele, ver o mundo da perspectiva dele. Sua preocupação mostrará a seu filho que você o leva a sério e está disposto a dedicar seu tempo com os problemas dele.

Os pais devem ser os preparadores emocionais dos filhos, o que muitas vezes não ocorre devido ao estresse e a agitação do dia-a-dia.

Gottman descreve quatro tipos de pais, imagine-se na situação abaixo e responda :

Seu filho acorda chorando no meio da noite dizendo que está com medo, mas não sabe do que. Durante o dia, ele, fica "grudado" em você, choramingando, fazendo birra, querendo colo.

O que você faz?

Em qual dos tipos de pais você se encaixa?

» Pais Simplistas:

Ignoram ou não dão importância aos sentimentos do filho; tentam distraí-lo para esquecer e não o ajudam a resolver o problema; acham que as emoções negativas são prejudiciais e ficar pensando nelas só pioram as coisas; acham que, se há emoções negativas, o filho está desajustado.

» Pais Reprovadores

Julgam e criticam a emoção do filho, repreendem e castigam quando ela se manifesta;

acham que as emoções negativas precisam ser controladas pois são improdutivas e enfraquecem as pessoas; acham que as crianças usam as emoções negativas para manipular: provoca disputa pelo poder; têm necessidade de controlar os filhos, querem obediência e bons padrões de comportamento.

·Efeitos sobre a criança de pais simplistas e reprovadores:

- ela aprende que seus sentimentos são errados, impróprios, inadequados.

- pode aprender que há algo intrinsecamente errado com ela por causa do que ela sente.

- pode ter dificuldade em regular as próprias emoções.


» Pais Laissez - Faire

Aceitam a emoção negativa do filho; reconfortam, mas não orientam e nem impõem limites; não ajudam e nem ensinam como solucionar os problemas; acham que quase nada se pode fazer a respeito das emoções negativas.

·Efeitos sobre a criança:

- a criança não aprende a regular as emoções;

- tem dificuldade de se concentrar, de fazer amizades, de se relacionar com outros crianças.

» Pais Preparadores Emocionais

São pacientes com o filho triste, irritado ou assustado - perdem tempo com ele; respeitam as emoções negativas, não as ridicularizam nem fazem pouco delas; ao invés de desaprovar ou tentar acalmar usam os momentos tristes para se aproximar do filho: deixa-o desabafar e ajuda-o a identificar os sentimentos; conseguem ver o lado positivo das emoções negativas.

·Efeitos sobre a criança:

- ela aprende a confiar em seus sentimentos, regular as próprias emoções e resolver problemas;

- tem auto-estima elevada, facilidade de aprender e de se relacionar com as pessoas.

Gottman propõe cinco passos para os pais tornarem-se preparadores emocionais:

1. Perceber as emoções das crianças e as suas próprias;

2. Reconhecer a emoção como uma oportunidade de intimidade e orientação;

3. Ouvir com empatia e legitimar os sentimentos da criança;

4. Ajudar as crianças a verbalizar as emoções;

5. Impor limites e ajudar a criança a encontrar soluções para seus problemas.

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