Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2017

A dimensão psicológica analítica da arte

A Dimensão Psicológica Analítica da Arte
Por Flavio de Carvalho - 16 de agosto de 2017

“Apenas aquele aspecto da arte que existe no processo de criação artística pode ser objeto da psicologia, não aquele que constitui o próprio ser da arte. (…) Ou seja, a pergunta sobre o que é a arte em si, não pode ser objeto de considerações psicológicas, mas apenas estético-artísticas” (JUNG, 1991, p. 54).


Tomando como ponto de partida a citação acima, proferida por Jung, numa palestra sobre a “Relação da psicologia analítica com a obra de arte poética”, desejamos discorrer de maneira breve acerca do modo peculiar de conceber a produção psicológica e a criação artística, apresentado por tal abordagem.

Começamos tentando delimitar, com Jung, o que estaria no campo da psicologia em relação à arte. Percebemos, pois, que não estamos tentando dizer o que é arte, mas procurando conhecer mais a respeito da atividade criadora e da estruturação da obra de arte.

Sob esta perspectiva, a psicologia analític…

Um novo instrumento de avaliação Psicopedagógica

Terapia de Reciclagem Infantil, um Novo Instrumento Possível para Avaliação Psicopedagógica

Autor: Monique Sampaio de Medeiros | Publicado na Edição de: Julho de 2017
Categoria: Psicologia Escolar



Resumo: Este presente artigo visa contribuir e analisar um novo instrumento de avaliação no âmbito psicopedagógico onde sua base é desenvolvida a partir da teoria cognitiva comportamental, e seu principal objetivo é permitir novas compreensões e práticas mediante o processo de aprendizagem. O método é uma descoberta recente, porém, já viaja mundo a fora, e é apresentado como um novo instrumento de avaliação psicológica, podendo ter a possibilidade de adapta-lo para uso psicopedagógico, pois regulamenta as emoções do sujeito, bem como a sua intensidade. Essa terapia visa ainda contribuir para o bem estar emocional, qualidade de vida, empatia, situações de estresse e ansiedade, e ainda a conversação, desobediência e ajuda a convivência social. Usando o símbolo de reciclagem, para absorver a…

Freud e Jung: O que a emoção não deixou reunir

FREUD e JUNG: O que a Emoção não Deixou Reunir
Por Carlos Amadeu Botelho Byington - 9 de agosto de 2017 1477 1


Em primeiro lugar, devo dizer que falo de Freud e de Jung como os pais heróis de minha vocação. Ainda no curso médico, comecei minha análise com um psicanalista e logo me apaixonei pela obra de Freud. Estudei Psicanálise durante este período com a firme intenção de tornar-me psicanalista. Acontece que meu analista, “sem minha autorização”, foi fazer análise com a Dra. Nise da Silveira. Ela havia conhecido a obra de Jung, ido fazer análise com ele e a Dra. Marie-Louise von Franz em Zurique e retornara ao Rio de Janeiro, onde se tornou a pioneira da psicoterapia com técnicas expressivas e da Psicologia Analítica no Brasil. Assim aconteceu que minha primeira análise, que estava no seu quarto ano, terminou, ou continuou, numa viagem a Zurique para me formar analista junguiano.



Ao concluir meu curso de formação, escrevi uma tese intitulada Autenticidade como a Dualidade na Unidad…