segunda-feira, 8 de abril de 2013

Depressão Infantil

DEPRESSÃO INFANTIL Andressa Campezato Brito e Lilian Alves Pereira Sumário Depressão infantil: um enfoque pedagógico As doenças de cunho psicológico estão relacionadas a fatores afetivos, a aspectos sociais, psicológicos e biológicos. Intitulado com uma das principais patologias ascendente, a depressão vem se tornando um enorme desafio na atualidade. Neste contexto, verifica-se a incidência da doença na infância e a dificuldade por parte dos professores com o trabalho pedagógico e o reconhecimento do transtorno. Neste sentido, este trabalho tem por objetivo compreender o transtorno depressivo diante de sua característica social, garantindo informações para prática pedagógica. Para tanto, foi realizado um resgate histórico, com ênfase na evolução do conceito de depressão. Apresentou-se ainda a descrição dos sintomas desenvolvidos por crianças com distúrbio depressivo, organizado por meio do estudo dos tipos de depressão. A metodologia utilizada tem cunho bibliográfico e o trabalho foi desenvolvido como base para divulgação de informações para familiares, professores e todos envolvidos na vida da criança diagnosticada com tal. Como estudo sobre o tratamento e defesa sobre a importância da afetividade fez-se uso da teoria de Henri Wallon, francês do século XIX, que costumava pesquisar o desenvolvimento psicológico das crianças, para entender o mecanismo de adequação na escola e sociedade. Palavras-chave: Educação. Formação de Professores. Transtorno Depressivo. 1. INTRODUÇÃO Este artigo foi apresentado originalmente na XI JORNADA DE PEDAGOGIA DA FAFIPA realizada entre 24 e 27 de setembro de 2012, como requisito para obtenção do título de Licenciatura em Pedagogia. As transformações da sociedade contemporânea direcionam para um significativo aumento de transtornos psicológicos, entre eles a depressão. Muito se estuda e divulga informações sobre os casos depressivos em adultos, mas o interesse despertado neste trabalho é a incidência do problema na infância. As atividades de observação de crianças na idade escolar resultaram em questionamentos dos problemas desenvolvidos devido a complicações psicológicas. Durante o ano de 2009, observei o desenvolvimento de um caso de depressão infantil em uma criança de seis anos que, após a ocorrência de um trauma, desenvolveu um quadro de depressão. A pouca experiência e informação sobre a doença incentivaram os questionamentos para área de saúde mental infantil e como poderia melhorar o conhecimento sobre a doença enquanto educadora. Os problemas de desenvolvimento na infância muitas vezes encontram-se relacionados com as condições de saúde mental das crianças. Assim, podemos questionar: Como os educadores podem auxiliar os profissionais de saúde e os pais no tratamento e diagnóstico da depressão infantil? Como este problema está atrelado aos fatores de fracasso escolar e outros problemas da educação? Partilhando desses questionamentos, norteamos a proposta de trabalho usando como referencial teórico Henri Wallon e sua contribuição sobre a evolução psicológica da criança e a compreensão do desenvolvimento da afetividade e suas emoções. 2. DEPRESSÃO INFANTIL Os conflitos emocionais são inerentes ao ser humano, as flutuações são respostas aos impactos do cotidiano. Os sentimentos de frustração, tristeza, desânimo podem assumir um caráter inadequado quanto a sua intensidade, duração e/ou causa. Esse desequilíbrio já foi reconhecido no século VI a.C. por Hipócrates, com os conceitos de melancolia e mania. E a depressão se manifesta como a mais comum desses transtornos (BAHLS, 2000). Para Hipócrates, o intitulado pai da medicina, a depressão era descrita como doença cerebral e como tal, deveria ser tratada com uso de remédios orais, dietas, exercícios físicos e também a hidroterapia. Orientava que não deixassem o doente sozinho e que usassem o diálogo como forma de distração do paciente com o meio (GONÇALVES; MACHADO, 2007). Há quem relacione nos textos bíblicos e mitológicos, com a presença da melancolia. Ilustrada na história do rei Saul, que ao tomar decisões erradas, foi punido e revoltou-se, passando-se então a sentir enorme tristeza, dor imensa e um mal espírito, o que acarretou em suicídio. Na mitologia grega, encontramos em Belerofonte, a descrição do comportamento melancólico e depressivo, além do primeiro modelo de loucura. Nesta época o descontrole mental era causado por alguma interferência sobrenatural dos deuses (SILVA, 2010; TEIXEIRA, 2005). Em oposição as características míticas, no século XIX, entra em destaque o desenvolvimento científico da melancolia e depressão, na qual o termo melancolia passa a ser substituído por depressão (TEIXEIRA, 2005). O termo depressão, do latim (de baixar, premere, pressionar), ou seja, pressionar para baixo vai além de características psíquicas, comportamentais, sociais, mas também de caráter químico: a falta de serotonina e noradrenalina no cérebro (SÁ, 2005 apud SILVA 2010). Após a Segunda Guerra Mundial, a preocupação com os transtornos mentais ganham maior ênfase, assim, a Associação de Psiquiatria Americana cria o Manual Estatístico e Diagnóstico de Doenças Mentais, o DSM, reformulado em 1994 e revisado em 2000 e está em sua quarta edição. A Organização Mundial de Saúde formula o CID-10, documento para Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, na qual existem várias informações sobre a depressão. Aponta-se o uso frequente do DSM-IV para pesquisas enquanto o CID-10 para diagnóstico clínico (ASSIS, [s.d]). Os casos de depressão estão transformando-se em algo cada vez mais comum na atualidade e essa generalidade como descreve Bahls (2000) motiva o pensamento de teorias populares e incorretas sobre a depressão, relacionando a fraqueza de caráter como causa que pode ser superada através de esforço. No estudo sobre Depressão Infantil (DI), muitas contradições marcam a tentativa de consolidação da patologia como própria da infância. Teorias associavam a baixa maturidade ao não desenvolvimento da DI ou a diagnosticavam com os mesmos métodos e técnicas usadas com adultos. (CRUVINEL, 2003). Uma revisão histórica é proposta por essa autora, na qual relata que a partir do século XIX o interesse dos psicanalistas com a doença na infância ganha enfoque científico. O roteiro inicia-se com,Karl Abraham psicanalista alemão que em 1912 relacionou a perda do objeto amado ao conceito da depressão, retomando a ideia das teorias psicodinâmicas. Parte-se para Freud, acrescentando sentimentos ambivalentes à perda do objeto amado. Segue-se Splitz introduzindo a depressão analítica, e o relato dos bebês institucionalizados que sofriam com a carência materna a devido a separação. Último destaque é Melaine Klein, descrevendo a como uma depressão, como sendo uma fase normal do desenvolvimento infantil por volta dos seis meses de idade. É em 1960 que a psicanálise interessa-se pela depressão na infância como psicopatologia. Entende-se a semiologia da DI como ampla e complexa porém podemos citar dez fatores mais comuns em crianças apresentando a DI: humor disfórico, auto-depreciação, a falta de socialização, transtornos do sono, as queixas somáticas, a perda de energia habitual, a desadaptação escolar, comportamento agressivo, mudanças no peso e apetite e dificuldade de aprendizagem (GONÇALVES, 2007). Com a comprovação da doença em crianças e que esta assumia papel independente da apresentada por adultos deveria, portanto, ser conceituada e diagnosticada com as características específicas. “O que podemos verificar é uma nova entidade clínica que se mantém parcialmente contestada” (BARBOSA; LUCENA, 1995, p. 02). Atualmente duas tendências organizam os conceitos e semiologia da DI. A primeira refere-se aquela com caráter unicista em que a mesma patologia afetaria adultos e crianças; a segunda tem aspecto desenvolvimentalista, que considera a evolução da doença de acordo com a idade do paciente. Segundo o Manual de DSM-IV descrito por Masson (1995), o indivíduo com diagnóstico do transtorno depressivo pode apresentar as seguintes características: humor deprimido ou perda de interesse, prazer pelas atividades, as crianças podem apresentar humor irritável. Os sintomas podem exprimir alterações no apetite ou peso, sono e atividade psicomotora; diminuição da energia; sentimentos de desvalia e culpa; dificuldades para pensar, concentrar-se, tomar decisões, pensamentos recorrentes sobre morte ou ideação suicida, planos, tentativas de suicídio. Para Andriola e Cavalcante (1999), a depressão pode ser classificada por psicólogos e pesquisadores com características endógena ou exógena. A característica endógena associa-se aos fatores biológicos como herança geneticamente transmitida devido a falha de neurotransmissores e pode se observada através de fatores associados a baixa autoestima e autoconfiança. Enquanto a característica exógena apresenta problemas sociais além da psicológica, em consequência de fatores externos, como violência, fatores culturais, familiares e escolares. O autor propõe uma reflexão sobre os sintomas que uma criança pode apresentar, ou seja, faz-se necessário estar atento para os padrões de comportamento atípicos. Quanto mais tempo esse comportamento reproduz-se, maior a chance de acomodar à criança o que torna mais resistente à mudança. Neste sentido, faz-se necessário explicitar como se manifesta a DI o que será feito no próximo tópico. 2.1 MANIFESTAÇÕES DA DEPRESSÃO NA INFÂNCIA Durante o ano de 2003, Nakamura e Santos (2007) realizaram um estudo na cidade de São Paulo com médicos e pais para aprender os significados socioculturais da DI , a partir da noção médico-científico. No discurso dos psiquiatras entrevistados, a noção de depressão infantil aparece como uma doença, não como um estado qualquer, sendo classificada a partir de parâmetros biomédicos bem definidos. Trata-se de uma patologia explicada principalmente por fatores genéticos ou orgânicos e psicossociais, embora a influência de fatores externos não esteja totalmente descartada (NAKAMURA; SANTOS, 2007, p. 56) Em cerca de 70 % das crianças em idade pré-escolar, entre seis anos e sete anos, os sintomas mais comuns são representados através de sinais físicos como dores de cabeça, abdominais, fadiga e tontura. A ansiedade, fobias, agitação e alguns casos de enurese e encoprese, podendo também apresentar choro frequente, diminuição do prazer ao brincar, comunicação deficiente, habilidades sociais não ideais à faixa etária, movimentos agressivos, auto e heteroagressividade, são outros indícios de um episódio depressivo. Em crianças de idade escolar, a partir dos seis anos, esses sintomas podem ser acrescidos a característica verbalizada, na qual a criança passa a transmitir e relatar aquilo que está sentindo com maior facilidade, comumente traduzem a tristeza, irritabilidade, tédio, declínio no desempenho escolar, fobias e até delírios de culpa e pecado (BAHLS, 2002, p. 361). Os sintomas do episódio depressivo para Miller (2003) podem ser organizados seguindo quatro aspectos: problemas de pensamento, problemas sentimentais, problemas comportamentais, problemas fisiológicos. O primeiro aspecto caracteriza-se de acordo com os pensamentos do indivíduo, em que aquilo que o deprimido pensa está fundando sob seu ponto de vista podendo não estar de acordo com a realidade. Problemas sentimentais, característica quase que diária de abatimento, aparência triste, incluindo a pouca mudança em relação às emoções. O abatimento pode ser substituído pela irritabilidade. A terceira característica, a comportamental é aquela em que o indivíduo pode apresentar agitação ou retardo psicomotor (agir desmotivado). O último sintoma são os problemas fisiológicos, aqueles relacionados com as funções básicas do indivíduo, como perda ou ganho significativo de peso, insônia e distúrbios do sono, fadiga ou falta de energia. Quanto aos fatores de risco da DI é ressaltado por Bahls (2002), em que considera a presença do transtorno em pais, como forte impulsora do desenvolvimento em crianças, aumentando em pelo menos três vezes o risco em conjunto com fatores ambientais como abuso físico e sexual, e perda de algum familiar. O transtorno depressivo na infância costuma acontecer por volta dos nove anos de idade e na adolescência entre 13 e 19 anos, com duração aproximada de cinco a nove meses. Em 74% dos casos a recuperação apresenta uma melhora significativa durante um ano e em 92% dos casos a recuperação acontece em dois anos, mas costuma ocorrer algum prejuízo psicossocial. Já a reincidênciado transtorno está entre 33% e 80% durante um período de cinco anos. Na infância estes números são maiores do que na fase adulta, pois os fatores que contribuem para a recorrência são: início prematuro, episódios reincidentes, gravidade dos episódios, sintomas psicóticos e falta de tratamento. 2.2 TRATAMENTO E IMPLICAÇÕES EDUCACIONAIS Para Mayo apud Silva (2010) o tratamento para a depressão infantil inclui o uso de medicamentos e psicoterapias. Esses medicamentos são usados para influenciar a atividade cerebral, já a psicoterapia tem como objetivo em lidar com o comportamento, ouvindo, falando, orientando o pensamento e as emoções. Essas sessões terapêuticas podem ser organizadas por meio da terapia comportamental, familiar, em grupo entre outros. Uma explicação é organizada por Miller (2003) que divide os profissionais que tratam as crianças em dois grupos: não médicos e médicos. O grupo dos não médicos refere-se aos assistentes sociais, psicólogos, orientadores, que examinam a criança mas tendem a ver as causas da depressão de um ponto de vista diferente da visão médica, buscam compreender o problema examinando uma série de fatores como o histórico da criança, seu papel na sociedade, a dinâmica familiar, as relações em que está inserida. Além disso, depende da psicoterapia como tratamento da DI. O grupo dos médicos, trata-se dos profissionais, psiquiatras, médicos da família, pediatras, aqueles que estudaram a medicina e que podem fazer uso de medicamentos como tratamento. A teoria de Henri Wallon traça um caminho entre a medicina e a psicologia, o autor interessou-se pelo estudo pelo desenvolvimento psicobiológico da criança compreendendo a DI como Transtorno da Afetividade. Na década de 1930 a concepção materialista dialética explicita a dicotomia orgânico-social e admite a contradição que acabou por consistir na base do método de Henri Wallon, utilizando tanto na observação quanto na abordagem das questões com as quais de defrontava (NASCIMENTO,2010). Nascido na França em 1879, período abalado por duas guerras mundiais, Henri Wallon participou da primeira como médico o que impulsionou os estudos sobre processos psíquicos e na segunda guerra culminou para um pensamento influenciado pela necessidade da escola em assumir valores para uma sociedade justa, pois participou do movimento de resistência contra os invasores nazistas. O trabalho acadêmico sofreu influência nas áreas da filosofia, medicina, psiquiatria e o mais forte a psicologia. Inicialmente dedicou-se a psicopatologia observando crianças de 2 a 15 anos, após estudou o desenvolvimento da criança sua gênese, sua origem (MAHONEY, 2000). Durante as observações de categorias de deficientes mentais, Wallon elabora uma teoria denominada de estágio de desenvolvimento psicomotor da criança. O primeiro estágio impulsivo de 0 até 3 meses e o emocional de 3 meses até 1 ano, no segundo estágio está o sensório motor de 1 ano até 18 meses e o projetivo até 3 anos, o terceiro o estágio do personalismo de 3 a 6 anos, em que acontece a crise de oposição entre 3 a 4 anos (idade da graça), dos 4 a 5 anos (idade da imitação) e dos 5 a 6 anos (idade da dramatização). O quarto estágio denominado categorial que acontece dos 6 aos 11 anos e o quinto é a adolescência a partir dos 11 anos (JALLEY, 2007). O psicólogo estuda os estágios de desenvolvimento da criança que a tornarão ela um adulto da sua espécie. Cada momento é um período de desenvolvimento da evolução mental, do tipo de comportamento, então é a infância, período desde o nascimento até a puberdade, etapa cuja principal função é a edificação do adulto. Segundo Almeida (2010), a ideia de compreender o materialismo dialético como proposta teórica para Wallon é considerar o real sem se conformar com ele, assumindo plena humanização pelo indivíduo. Parte do seu trabalho constitui-se no estudo da afetividade contrariando as ideias da emoção com função enérgica e catastrófica, complementa o estudo da emoção como também fonte de sobrevivência. Seria ela a mobilizadora do outro, instrumento para suprir a falta de capacidade mental, determinante na evolução mental. É por meio da emoção o contato do homem com a sociedade, que encontra-se a ligação entre o motor e o cognitivo. A criança sofreria influência do meio, este agindo como molde, deixando sua marca, seja pela experiência concreta, seja pelo imaginado. Conforme Bastos (2010), compreender a origem das emoções e o processo de construção da pessoa, é a fonte de investigação da teoria walloniana. Para o autor, a evolução psíquica o estágio do personalismo é orientado pela função da afetividade, a pessoa vivencia momentos de crises, de conflitos em que busca romper barreiras pré-estabelecidas, para novos desafios. Como organiza o autor na teoria walloniana os conjuntos funcionais, aqueles que são indissociáveis na pessoa são: [...] responsável pelas emoções, pelos sentimentos e pela paixão e a afetividade é a capacidade do ser humano de ser afetado pelo mundo interno e externo por sensações agradáveis e desagradáveis, sendo a emoção, por sua expressão corporal, motora, visível ativada pelo fisiológico é a exteriorização da afetividade. A emoção é determinante na evolução mental: a criança responde à estímulos musculares, viscerais e externos. Pela resposta do outro, passa a reproduzir traços dos estímulos, e vai afinando suas trocas com o mundo (ALMEIDA, 2010, p. 26) A autora ainda aponta o conjunto cognitivo como um organizador de imagens, ideias, representações, como aquisição e manutenção desses conhecimentos que permitem rever o passado, analisar o presente e prever o futuro. A humanização é um dos grandes desafios da educação na atualidade e neste sentido, o papel da afetividade e do campo cognitivo são questionamentos produzidos pelos envolvidos na educação. A escolha da teoria de Henri Wallon possibilita uma analise dialética do desenvolvimento infantil superando as concepções anteriores em que se dividia corpo e mente. Para a educação, o estudo sobre a afetividade é uma tendência relativamente nova, pois era influenciada pela herança positivista que dificultava a inclusão deste tema, considerando-o como não científico ou usado pela justificar as dificuldades com as regras escolares (FERREIRA; ALCIOLY-RÉGNIER, 2010). Wallon concebia a escola como meio privilegiado para o desenvolvimento infantil e também como contexto privilegiado para investigação psicogenética. Segundo Almeida (2010), a educação e a psicologia seriam complementares servindo de apoio uma para outra. O processo de humanização acontece em diferentes grupos, neles o aluno terá a vivência de múltiplos papéis, aprenderá a assumir e dividir responsabilidades, respeitar regras e compreender vínculos de ruptura e convivência, cada um assume suas responsabilidade ao mesmo tempo em que se cuida uns dos outros, desenvolvendo a solidariedade. É nesse sentido que “compreender a criança como uma pessoa completa integrada, contextualizada é o caminho para que a escola seja promotora da inclusão e não exclusão social” (ALMEIDA, 2010, p.31). É necessário que o educador seja um observador fiel do seu aluno, Almeida(2010) lembra que a observação é apenas uma aproximação da realidade, pois o observador tem sempre um quadro referencial para sua observação. Aceitar que o aluno é historicamente concebido faz parte das condições de observação do professor, entendendo a situação total: professor-aluno-meio social. A teoria psicogenética oferece pistas para o trabalho educacional, como a organização em seus vários aspectos da sala de aula, ajuda a favorecer ou prejudicar a aprendizagem; a afetividade e o cognitivo sempre unidos, lembrando que um é inseparável ao outro. Neste sentido, alguns fatores são importantes a serem trabalhados e observados em sala de aula: não exigir da criança evolução do pensamento que seu desenvolvimento não permite; promover atividades que envolvam o interesse da criança, pensando que elas são atraídas por questões referentes a si próprias ou acontecimentos que provocam sua atividade. Saber observar as atividades de aula é uma habilidade básica para o docente.Por meio dela, pode conhecer melhor os alunos adequar o conteúdo perceber o resultado das propostas. Wallon insistiu na educação escolar como recurso fundamental para o progresso na direção da humanização da sociedade (MAHONEY, 2010, p.55). É neste sentido que Miller (2003) correlaciona o trabalho pedagógico como um auxílio aos pais e profissionais no diagnóstico do transtorno depressivo, incentivando o trabalho em conjunto, garantindo ajuda e serviços. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Compreendida como uma das principais patologias da atualidade, a depressão tem na história uma grande evolução de conceitos e diagnóstico. Na infância essa evolução começa a se destacar e já não se tem dúvidas que o transtorno afeta crianças. A reflexão sobre a teoria de Henri Wallon auxiliou a compreensão de questões sobre a afetividade e construção do trabalho pedagógico sob uma perspectiva humanizada educação. Neste sentido, os educadores sob efeito da observação auxiliam os pais e profissionais da saúde quando organizam o cotidiano e o espaço para conhecimento do seu aluno. Atualmente, muitos profissionais podem auxiliar o diagnóstico e tratamento da DI, mas o educador precisa conhecer e estar sempre atento às necessidades da criança. A relação educador-aluno também pode ser um dos fatores do fracasso escolar, pois faz-se necessário o professor estar atento às necessidades emocionais dos alunos, isso deve-se a heranças teóricas sobre a educação positivista. É necessário a formação de profissionais que considerem a educação emocional como parte do ensino formal que ultrapasse as barreiras burocráticas do ensino e ampliem os conhecimentos de seus alunos. Bibliografia ALMEIDA, Laurinda Ramalho de. Cognição, corpo e afeto. Revista Educação.São Paulo: Segmento, 2010. ANDRIOLA, Wagner Bandeira; CAVALCANTE, Luanna Rodrigues. Avaliação da depressão infantil em alunos da pré-escola. Ceará,1999. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S01027972199900020001. Acesso em: 14 abr 2012. ASSIS, Pablo. Um breve manual de transtornos mentais: um guia introdutório à psicopatologia e os sistemas de diagnósticos de classificação. Curitiba: [s.d]. Disponível em: pablo.deassis.net.br/podpress_trac/web/.../Transtornos-Mentais.pdf. Acesso em: 07 mar 2012. BAHLS, Saint-Claus. Aspectos clínicos da depressão em crianças e adolescentes. Jornal de pediatria. Rio de Janeiro, 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S00217557200200050000.Acesso em: 07 mar 2012. ______. Uma visão sobre a doença depressiva. Interação em psicologia. Curitiba, UFPR, 2000. Disponível em: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/psicologia/article/view/3325. Acesso: 07 mar 2012. BARBOSA, Genário Alves; LUCENA, Aline. Depressão Infantil. Infanto – Revista Neuropsiquiátrica da Infância e Adolescência. Vol. 03, n.2, agosto 1995. Disponível em: http://www.psiquiatriainfantil.com.br/revista/edicoes/index.html. Acesso em: 05 mai 2012. BASTOS, Alice Beatriz B. Izique. O processo de construção da pessoa. Revista Educação. São Paulo: Segmento, 2010. CRUVINEL, Mirian. Depressão Infantil, Rendimento Escolar e Estratégias de Aprendizagem em alunos do ensino fundamental. Campinas, 2003. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000303248. Acesso em: 01 mai 2012. FERREIRA, Aurino Lima; ALCIOLY-RÉGNIER, Nadja Maria. As contribuições de Henri Wallon à relação cognição e afetividade na educação. Educar. Curitiba, 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-40602010000100003&script=sci_arttext. Acesso em: 11 set 2012. GONÇALVES, Cíntia Adriana Vieira; MACHADO, Ana Lúcia. Depressão, mal do século: de que século? Rio de Janeiro: 2007. Disponível em: http://www.facenf.uerj.br/v15n2/v15n2a22.pdf. Acesso em: 15 abr 2012. JALLEY, Émile. Henri Wallon, pioneiro nos estudos de psicologia da criança. São Paulo: Martins Fortes, 2007. MAHONEY, Abigail Alvarenga. Inspiração para pesquisas em educação. Revista Educação. São Paulo: Segmento, 2010. MASSON, S.A. DSM- IV: manual diagnóstico y estadístico de lós transtornos mentales. Barcelona, 1995. Disponível em: http://www.metabase.net/docs/unibe/00772.html. Acesso em: 03 out 2012. MILLER, Jeffrey. O livro de referência para a depressão infantil. São Paulo: M. Books, 2003. NAKAMURA, Eunice; SANTOS, José Quirino dos. Depressão Infantil: abordagem antropológica. Revista da Saúde Pública. São Paulo: USP, 2007. NASCIMENTO, Maria Letícia Barros Pedroso. Um pensador sem medo da contradição. Revista Educação. São Paulo: Segmento, 2010. SILVA, Celeste Moura Lins. Bulling e Depressão no contexto escolar: um estudo psicossociológico. João Pessoa, 2010. Disponível em: http://bdtd.biblioteca.ufpb.br/tde_busca/arquivo. php?codArquivo=891. Acesso em: 14 jul 2012. TEIXEIRA, Marcos Antônio Rotta. Melancolia e Depressão: um resgate histórico e conceitual na psicanálise e na psiquiatria. Revista de Psicologia da UNESP. Vol. 4, 2005. Disponível em: http://www2.assis.unesp.br/revpsico/index.php/revista/article/viewArticle/31/56. Acesso em: 12 jun 2012. Publicado em 04/04/2013 12:00:00 Currículo(s) do(s) autor(es) Andressa Campezato Brito e Lilian Alves Pereira - (clique no nome para enviar um e-mail ao autor) - Andressa Campezato Brito: Curriculum lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4959160Y8 Graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá – Campus Paranavaí - UNESPAR/FAFIPA Lilian Alves Pereira: Curriculum lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4593199A2 Mestra em educação e doutoranda em educação pela Universidade Estadual de Maringá – UEM Professora Colaboradora do Departamento de Pedagogia da Universidade Estadual de Paraná – Campus Paranavaí – UNESPAR/FAFIPA

Alienação Parental

ALIENAÇÃO PARENTAL: AMOR QUE EXCLUI Marjorie Calumby Gomes de Almeida "A família não nasce pronta, constrói-se aos poucos, no dia a dia, no passo a passo e é o maior e melhor laboratório do amor". A família é considerada uma instituição responsável por promover a educação dos filhos e influenciar o comportamento, a conduta dos mesmos no meio social. A função da família no desenvolvimento de cada sujeito é de vital importância. É no seio familiar que são transmitidos os valores morais e sociais que servirão de base para o processo de socialização da criança, bem como as tradições e os costumes perpetuados através de gerações. O meio familiar deve ser um ambiente onde se promova e se propague a harmonia, afetos, proteção e todo o tipo de apoio imprescindível na resolução de conflitos ou problemas de algum dos membros. As relações de confiança, segurança, conforto e bem-estar proporcionam a unidade familiar. Além da tradicional estrutura familiar denominada nuclear ou elementar, as transformações sociais e culturais, conduziram a existências de diferentes estruturas familiares. Se por um lado os tempos mudaram, as ferramentas para educar as crianças também. Porém, o objetivo de educar os filhos continua o mesmo: os Pais devem querer que os filhos cresçam com valores com as condições necessárias para criar o seu próprio projeto de vida, para que sejam felizes e que possam cooperar em prol dos que necessitam. Ou seja, Os Pais são os principais responsáveis que podem ajudar os filhos a adquirirem as únicas ferramentas necessárias para que estes ingressem na vida adulta, para que os mesmos possam tomar as próprias decisões e sejam capazes de traçar e trilhar os caminhos que desejam para suas vidas. Para que as crianças cresçam desta forma é fundamental que na infância os Pais tenham sensatez na hora de educar e possam ser, sobretudo mentores da educação dos filhos, cientes de que tipo de indivíduo idealizam preparar para a vida e para o mundo. A Alienação Parental X A Síndrome de Alienação Parental Como é sabido, os tempos mudaram e com eles os modelos de famílias também. Com muitos divórcios, algumas pessoas constituem várias famílias no decorrer da vida e muitas vezes são gerados filhos dessas uniões. Muitos pais solteiros, separados ou divorciados não imaginam como falar a respeito do cônjuge na presença dos filhos. Devido aos ressentimentos e circunstâncias ainda não e/ou mal resolvidas acabam por destilar toda a amargura nos comentários que fazem na frente dos filhos e isso faz com que os mesmos cresçam com uma impressão prejudicada em relação à figura do pai ou da mãe. A este tipo de situação é denominada ALIENAÇÃO PARENTAL. Trata-se de um assunto relativamente novo, porém a sua prática é bastante comum entre as famílias, seu efeito e consequência são devastadores, comumente ocorre quando casais separam-se e disputa a guarda dos filhos, ruptura essa que por alguma razão traz para um dos cônjuges o sentimento de raiva, o que o faz usar seu próprio filho como instrumento de vingança. Para o autor Richard Gardner (2007), “a alienação parental é um processo que consiste em programar uma criança para que, sem justificativa, odeie um dos seus genitores.” Quando a criança absorve essa imagem negativa caracterizada por um conjunto de sintomas pelos quais um genitor, denominado cônjuge alienador, altera a consciência de seus filhos, mediante diferentes formas e estratégias de atuação, com o objetivo de impedir, dificultar ou extinguir seus vínculos com o outro genitor, denominado cônjuge alienado, sem que existam motivos reais que justifiquem essa condição, origina-se então A Síndrome de Alienação Parental. [...]. Dessa maneira, podemos dizer que o alienador “educa” os filhos no ódio contra o outro genitor, seu pai ou sua mãe, até conseguir que eles, de modo próprio, levam a cabo esse rechaço. As estratégias de alienação parental são múltiplas e tão variadas quanto à mente humana pode conceber, mas a síndrome possui um denominador comum que se organiza em torno de avaliações prejudiciais, negativas, desqualificadoras e injuriosas em relação ao outro genitor, A criança é induzida a afastar-se de quem ama e que também a ama. Isso gera contradição de sentimentos e destruição do vínculo entre ambos. Restando órfão do genitor alienado, acaba identificando-se com o genitor patológico, passando a aceitar como verdadeiro tudo o que lhe é informado. (DIAS, 2009, TELLES E NORA, 2010). Segundo Marcos Antônio Pinho, A Síndrome não se confunde com a Alienação Parental, pois que aquela geralmente decorre desta, ou seja, ao passo que a AP se liga ao afastamento do filho de um pai através de manobras da titular da guarda; a Síndrome, por seu turno, diz respeito às questões emocionais, aos danos e sequelas que a criança e o adolescente vêm a padecer. IDENTIFICANDO A SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL. A Síndrome de Alienação Parental (SAP) foi definida, em meados dos anos oitenta, nos Estados Unidos, por Richard Gardner (1931-2003), como: Um distúrbio da infância que aparece quase exclusivamente no contexto de disputas de custódia de crianças. Sua manifestação preliminar é a campanha denegritória contra um dos genitores, uma campanha feita pela própria criança e que não tenha nenhuma justificação. Resulta da combinação das instruções de um genitor (o que faz a “lavagem cerebral, programação, doutrinação”) e contribuições da própria criança para caluniar o genitor-alvo. Quando o abuso e/ou a negligência parentais verdadeiros estão presentes, a animosidade da criança pode ser justificada, e assim a explicação de Síndrome de Alienação Parental para a hostilidade da criança não é aplicável. O psiquiatra Richard Gardner identificou um conjunto de comportamentos nas crianças e nos progenitores alienadores, que possibilitam identificar um quadro de Síndrome de Alienação Parental: a- Recusa em passar as chamadas telefônicas aos filhos; b- Desvalorizar e insultar o outro progenitor na presença dos filhos; c- Tomar decisões importantes a respeito dos filhos sem consultar o outro progenitor (escolha de escola, religião, etc.); d - Culpar o outro progenitor pelo mau comportamento dos filhos; e- Organizar várias atividades com os filhos durante o período que o outro progenitor deve normalmente exercer o direito de visitas, entre outros. Outros Sinais da Síndrome Veja as atitudes mais comuns ao guardião portador da SAP branda: a - “Esquece” de informar compromissos da criança em que a presença da outra parte seria importante; b - “Esquece” de informar sobre consultas médicas e reuniões escolares; c - “Esquece” de avisar sobre festas escolares; d - “Esquece” de dar recados deixados pelo outro genitor; e - Fazer comentários “inocentes”, pejorativos, sobre o outro genitor; f - Mencionar que o outro se esqueceu de comparecer às festas, compromissos, consultas, competições. g - Criar programas incríveis para os dias em que o menor deverá visitar o genitor; h - Telefonar incessantemente durante o período de visitação; i - Pedir que a criança telefone durante todo o período de visitação; j - Dizer como se sente abandonado e solitário durante o período que o menor está com o outro genitor; k - Determinar que tipo de programa o genitor possa ou não fazer com o menor. Para Podevyn apud Major (2001): Os efeitos nas crianças vítimas da Síndrome de Alienação Parental podem ser uma depressão crônica, incapacidade de adaptação em ambiente psicossocial normal, transtornos de identidade e de imagem, desespero, sentimento incontrolável de culpa, sentimento de isolamento, comportamento hostil, falta de organização, dupla personalidade, e às vezes suicídio. Estudos tem mostrado que, quando adultas, as vítimas da alienação tem inclinação ao álcool e as drogas, e apresentam outros sintomas de profundo mal-estar. Como ressalta Maria Berenice Dias, primeira mulher a ingressar na magistratura no Rio Grande do Sul, fundadora do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM: Muitas vezes, quando da ruptura da vida conjugal, um dos cônjuges não consegue elaborar adequadamente o luto da separação e do sentimento de rejeição, de traição, surge um desejo de vingança. É desencadeado um processo de destruição, de desmoralização, de descrédito do ex-parceiro. O filho é utilizado como instrumento de agressividade – é induzido a odiar o outro genitor. Trata-se de uma verdadeira campanha de desmoralização. (Manual de Direito das Famílias) A Lei da Alienação Parental A lei 12.318/2010 foi feita para facilitar a intervenção judiciária e atender o Melhor Interesse da Criança ou Adolescente, sua expectativa é contribuir para inibir ou atenuar os processos da Alienação Parental. Essa prática deve ser eliminada antes de se instalar, começando com o esclarecimento, a comunicação, divulgação e advertências, ou se for um caso mais complexo, aplicar as punições previstas na Lei. Quando a Síndrome de Alienação Parental alcança um estágio grave é possível transferir a guarda judicial para o genitor alienado ou para um terceiro, mediante um programa de transição intermediado por um psicoterapeuta, mantendo-se o acompanhamento psicológico vinculado ao procedimento judicial. CONSIDERAÇÕES FINAIS. Pesquisas indicam que 80% dos filhos de pais divorciados ou em processo de separação já sofreram algum tipo de alienação parental; mais de 25 milhões de crianças sofrem este tipo de violência; no Brasil, o número de “Órfãos de Pais Vivos” é proporcionalmente o maior do mundo, fruto de mães, que, pouco a pouco, apagam a figura do pai da vida e imaginário da criança. Pesquisa realizada nos Tribunais de Justiça brasileiros constatou mais de 30 acórdãos relacionados à Alienação Parental, mormente nos Tribunais do RJ (05) RS (10) e SP (20). A Lei da Alienação Parental, 12.318 foi sancionada no dia 26 de agosto de 2010 e surgiu para evitar maiores danos causados as crianças que são usadas como instrumentos de vinganças. Esta lei possibilita a abertura das portas para que a sociedade e os operadores do direito venham a combater esta conduta bárbara que é utilizar crianças e adolescentes como armas vingativas de alto poder de destruição. Sua aplicação deverá ser bem conduzida, pois estará interferindo em relações cheias de emoções, sentimentos complexos e relações bastante desgastadas. Não importa como o genitor se sinta sobre seu ex parceiro. O filho precisa ter a possibilidade de formar a própria opinião a respeito do tipo de relacionamento que ele quer continuar a ter com o pai ou a mãe. Não se deve permitir que os filhos se envolvam nos conflitos dos adultos, quer seja presenciando ou sendo usado como `moeda de troca`. Jamais deve ser permito que filhos sejam punidos sendo privados de terem contato com o seu pai ou mãe, só porque não estão mais juntos. Tomando esses pequenos cuidados, os pais estarão ajudando seus filhos a terem uma visão saudável e positiva a respeito dos relacionamentos e a desenvolverem estratégias para lidar com os conflitos. Com certeza, eles os respeitarão mais por isso. Os pais precisam lembrar de que a vida adulta dos seus filhos irá requerer pessoas que tenham ética, caráter e que contribuam com o mundo, ajudando a aliviar as misérias humanas. Para isso é necessário que os pais invistam na construção de um lar fortalecido, pelo amor, compreensão e valores familiares. Quais são os seus valores? Seus filhos sabem quais são os valores que a sua família preza? A melhor maneira de passar os valores familiares é vivê-los no dia a dia. Deve-se procurar demonstrar aos filhos a importância da boa instrução. Deve-se ser consistente no seu comportamento e nas suas escolhas, sendo um exemplo para seus filhos, principalmente quando são mais novos, de modo que incorporem estes valores em suas vidas. Os pais jamais devem esquecer da importância do amor e do respeito mútuo, pois estes são capazes de cicatrizar feridas e preservar a saúde física, mental e emocional dos entes queridos. Crianças que sentem a presença do amor e do respeito no convívio entre os membros da família vivem mais felizes e bem resolvidas consigo mesmas e com o mundo, independentemente de terem seus pais morando juntos ou separados. Assim, conclui-se que para atender o melhor interesse da criança e do adolescente é imprescindível uma atitude clara, comprometida e de maturidade dos genitores para lidar com as questões afetivas, garantindo assim, a eficácia dos maiores princípios constitucionais, quais sejam: a dignidade da pessoa humana, o melhor interesse da criança e do adolescente, e o princípio da afetividade. Bibliografia AMBITO JURIDICO. Comunidade. O conceito de união estável e concubinato nos tribunais nacionais. Disponível em: . Acesso em: 10 fev. 2013. Associação Brasileira criança feliz Disponível em: :http://www.criancafeliz.org/. Acesso em: 13 fev. 2013. DIAS, Maria Berenice. Manual de Direito das Famílias. São Paulo, Editora RT, 2009. GARDNER, Richard. O DSM-IV tem equivalente para o diagnóstico de Síndrome de Alienação Parental (SAP)? Tradução de Rita Rafaeli. Disponível em: . Acesso em: 11 fev. 2013. PINHO, Marco Antônio Garcia de. Alienação parental. Jus Navigandi, Teresina, ano 13, n. 2221, 31 jul. 2009. Disponível em: . Acesso em: 11 fev. 2013. PODEVYN, François. Síndrome de Alienação Parental. 2001. Tradução por APASE – Associação de Pais e Mães Separados. www.apase.org.br Publicado em 04/04/2013 12:00:00 Currículo(s) do(s) autor(es) Marjorie Calumby Gomes de Almeida - (clique no nome para enviar um e-mail ao autor) - Natural de Recife, reside há anos em Porto Alegre, cidade em que adotou e foi adotada com carinho. Entusiasta da leitura e encantada pelo mundo infantil dedica-se nos tempos livres a escrever artigos, voltados à educação e/ou psicopedagogia, muitos deles já foram publicados em diversos sites. Autora de cursos online voltados às áreas já mencionadas, do livro infantil: “Por que Tininha chorava na escola?” (2011, Porto Alegre – RS.) e colunista do site Portal da Educação. Outras obras de Marjorie Calumby Gomes de Almeida Era uma vez...

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