quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Planejamento de aula

Como planejar uma aula, seguindo os 4 pilares da educação...
Vamos por etapas:


É comum professores cometerem um grave erro ao montarem um Plano de aula: fazê-lo para si próprio. O Plano de aula deve ser feito para o aluno!
Como assim?! Você deve estar se perguntando...
É simples: o centro de um Plano de aula é, sem dúvida, o aluno! Como vai aprender e como vai receber o que você está propondo.
É preciso fazer com que o aluno estude para aprender e não para “passar de ano” e você só conseguirá isto se fizer um Plano de aula, onde ele (o aluno) é o “tema central”.
Mas o que eu, como professor(a), penso não conta?
É claro que sim, pois nós, educadores, somos os responsáveis por propiciar situações em que o aluno se aproprie do conhecimento. Lembre-se: o aluno não é um ser que não sabe nada e vai à escola para aprender tudo com o professor, que é o detentor do saber.
Agora que já “sabe” que o tema central do Plano de aula deve ser o aluno, você deve preocupar-se em criar situações interessantes para sua aula. Como são seus alunos? Do que mais gostam? Ouvir histórias, dançar...?
Evite pensar: “Como vou ensinar isto à turma?” e pense: “Como meus alunos irão aprender isto?”. O processo de ensino-aprendizagem é uma troca gostosa: você aprende com seus alunos e eles com você, pois cada criança já chega à escola com conhecimentos diversos... Assim como o professor...
Os alunos não são todos iguais, logo não aprendem da mesma forma. O educador deve conhecer e respeitar seu aluno. Respeitar seus limites, suas dificuldades, sua opinião...
Vamos para a prática!
Primeiro – TEMA GERADOR: Sua aula será sobre o quê?
Segundo – OBJETIVO: O que seu aluno deve FAZER, SABER e SER?
FAZER – o que seu aluno vai fazer durante a aula? Pintar? Dançar? Escrever? Recortar? Colar?
SABER – a atividade que seu aluno desenvolveu o levou a saber o quê? O que ele “aprendeu”?
SER – a atividade que seu aluno fez o levou a se apropriar de um conhecimento, certo? Como este conhecimento acrescentará nele (o aluno) como pessoa, cidadão?
Terceiro – PROCEDIMENTOS: como será desenvolvida a sua aula? Como proceder para que o aluno FAÇA, SAIBA e SEJA?!
Quarto – AVALIAÇÃO: como você avaliará seu aluno? (Não fique sentado durante o desenvolvimento das atividades, circule pela sala de aula observando-os e tirando, possíveis, dúvidas. Elogie, estimule, avalie!).
Algumas idéias!
Monte um Plano de aula em que o aluno participe. Promova debates, ouça-os e faça com que ouçam a você (eu utilizo muito a frase: Quando um fala o outro escuta!”).
Criança gosta de se sentir útil, promova brincadeiras para escolher o AJUDANTE DO DIA ( em minhas aulas o ajudante conta uma história ou narra um fato que aconteceu em sua vida, para a turma!). Decore a sala com enfeites confeccionados por eles mesmos.
Evite abstrair em suas aulas (principalmente na Educação Infantil) quando falar em “algo” leve “este algo” para que a turma veja. Se não puder levar, consiga fotos e mostre à eles.
Não crie situações complicadas demais, ofereça desafios pertinentes à idade de seu aluno. Fale de situações que lhe sejam familiares, cite o nome de algumas crianças e peça, se estas se sentirem seguras para tal, que contem como foi seu dia, ou como foi sua última festa de aniversário... está “propondo” à turma.A partir daí conduza a aula de acordo com o TEMA GERADOR e vá inserindo os conteúdos propostos...
Leia bastante. É importante que você domine o assunto .

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Bullying

Seu filho sofre isso ?

BULLYING: O QUE É E COMO PROCEDER

Mônica Nardy Marzagão
--------------------------------------------------------------------------------
Um tema ambíguo de nossa sociedade é o chavão de que criança é sinônimo de bondade. Vejamos o que corrobora o enunciado supracitado.
Crianças maiores agridem as menores, ateam fogo no rabo de bichanos, são egoístas (não confundir com o egocentrismo próprio da primeira infância), querem tudo para si mesmas, maltratam os combalidos e participam de Bullying. Este não é o perfil de um bom samaritano! Quero ressalvar que sou uma veemente defensora dos direitos da infância, mas não posso cerrar os olhos para algo de talhe tão tenebroso.
Você sabe o que significa bullying? Bullying é uma palavra da língua inglesa que significa gozar, humilhar, intimidar, ofender, agredir, discriminar e colocar epítetos maliciosos em um determinado indivíduo. É um conjunto de atitudes hostis propositadas, recorrentes e sem causa manifesta, empreendido por um sujeito (ou grupo) que ocasiona aflição a outrem.
Muitas pessoas consideram o bullying evento “natural” que ocorre na infância e na adolescência. Porém não é algo pueril, que se pode derrotar de um dia para o outro. Bullying é um mal que satura a vida de alguém. Para que possamos compreender a angústia que motiva, imaginemos, como exemplo, que alguém diga que seu cabelo está bizarro, possivelmente, você irá imediatamente ao espelho mais próximo para se ajeitar. Agora, conceba duas ou mais pessoas, rotineiramente, escarnecendo de seu cabelo.
Este panorama é intolerável, sua auto-estima é solapada sistematicamente e, em contrapartida, os perversos geradores do bullying são alçados a condição de heróis. O que você faria? Matar-se-ia? Há criança que coloca termo à própria vida, com a percepção de que sua vida é destituída de préstimo, que tem de morrer por ter feição disforme.
O bullying é um lesivo “monólito” de comportamento que está longe de ser inócuo, pois leva a vítima ao retraimento, ao declínio do rendimento escolar, à oscilação emocional e à depressão. Conforme uma pesquisa feita pela Abrapia - Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência, a escola é o ambiente de maior incidência do bullying, sendo os meninos entre 7 e 16 anos os mais açodados.
A escola não pode camuflar tal acontecimento, habitualmente percebível em seus domínios. Compete-lhe conter, austeramente, esta conduta aviltante, resguardando tanto os agressores quanto os agredidos. É imperioso apreciar com cautela em igual quantidade vítima e agressor, pois o autor do bullying já foi anteriormente alvo.
Entre as atitudes que a escola pode tomar para circunscrever estas ocorrências, é ter como tema transversal o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, que entende o currículo como componente constitutivo do caráter do aluno. Os procedimentos educacionais protocolares não podem se eximir de ponderar como conhecimento escolar a legislação infanto-juvenil. A elisão do estabelecimento de ensino tem implicações atemorizantes e a esta não convém educar pessoas alienadas e apáticas, que ignorem seus direitos.
O que deve ser feito para coibir o bullying? Pais e educadores devem encorajar as vítimas a denunciarem seus agressores. O maior problema na detecção do bullying é o alvejado, usualmente, suportar em segredo, com receio de retaliação dos colegas, caso exponha o que está ocorrendo para um adulto.
O cenário é sombrio, porém genitores e professores não necessitam ficar paranóicos e conter todas as brincadeiras dos pupilos. Os apelidos são, praticamente, inevitáveis entre crianças, entretanto compete aos adultos prepararem meninas e meninos a fim de que esses codinomes não sejam pretextos para chacotear, assim evita-se problemas posteriores aos que estão sendo subjugados.
Referências Bibliográficas
ABRAPIA – Associação Brasileira de Proteção à Infância e à Adolescência. Programa de redução do comportamento agressivo entre estudantes. Rio de Janeiro: www.abrapia.org.br. Acessado em 06/11/2007.
GREENE, Ross W. A criança explosiva - uma nova abordagem para compreender e educar crianças cronicamente inflexíveis e que se frustram facilmente. São Paulo: Integrare Editora, 2007.
TIBA, Içami. Disciplina: limite na medida certa. 37ª edição. São Paulo: Editora Gente, 1996.
_________. Educação e amor. São Paulo: Integrare Editora, 2006.
_________. Quem ama, educa! - formando cidadãos éticos. São Paulo: Integrare Editora, 2007.
ZAGURY, Tânia. Educar sem culpa – a gênese da ética. 24ª edição. Rio de Janeiro: Record, 2007.
_____________. Limites sem trauma. 20ª edição. Rio de Janeiro: Record, 2001

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Aconselhamento Psicopedagógico

Aconselhamento Psicopedagógico
ACONSELHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO: RELAÇÃO ESCOLA E FAMÍLIA

Lidia Maria Kroth

Sendo a criança o centro do processo ensino e aprendizagem, é da relação equilibrada entre escola e família, que ela terá a oportunidade de tornar-se cidadã integra, consciente e sua realidade e atuante no exercício de sua cidadania.

JUSTIFICATIVA
Tendo em vista as mais diversas realidades educacionais e percebendo as dificuldades geradas no relacionamento entre a escola e a família, que afeta diretamente no desenvolvimento integral da criança, sentiu-se a necessidade de buscar alternativas como forma de estreitar estas relações em contribuição ao crescimento do educando.
Desde os tempos mais remotos houve questionamentos e dúvidas em relação à definição de papéis da escola da família.
Até que ponto a família deve interferir no trabalho da escola ou a escola no relacionamento familiar?
Deverá sim haver respeito mútuo onde ambos trabalhem juntos num ambiente de colaboração e participação.
Para tais questões mencionadas elaboramos este projeto como forma de tentar sanar ou melhorar esta situação que é freqüente em nossas escolas e que sempre geram muitas polêmicas.
Sendo assim, é de suma importância que pais e professores estejam engajados no processo ensino e aprendizagem.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Segundo Luiz Carlos Osório (1996, pp. 81-82)
“A primeira e talvez mais fundamental tarefa da escola é facilitar o processo de diferenciação e individualização da criança oferecendo-lhe uma espécie de introdução à vida social fora do âmbito doméstico”.
Por isso parece-nos que os pais devem imiscuir-se o menos possível nos assuntos escolares de seus filhos, já que faz parte do seu processo de aprendizagem para a vida, o terem que enfrentar, suportar situações desconhecidas e relacionar-se com o mundo tal como ele é, com seus atritos e desencantos, suas gratificações e frustrações.”
Analisando as idéias do autor, acreditamos que uma das principais tarefas da escola é desafiar o aluno a construir sua autonomia a fim de viver em sociedade exercendo a sua cidadania. Porém, quando Osório diz que, o melhor seria os pais interferir o mínimo possível na vida escolar de seus filhos, nos deixou em dúvida, pois a impressão que o incentivo dos pais torna-se dispensável no processo escolar dos filhos. Tal observação nos pareceu contraditória, se levarmos em conta o esforço que fazemos para conseguir uma efetiva participação da família na escola.
Contudo, após dissecar o texto, compreendemos que o autor deseja deixar clara a necessidade que o educando tem de caminhar com seus próprios pés. Quanto a participação da família entendemos que deve acontecer através do acompanhamento do processo de ensino com sua presença nas tomadas de decisões, quando a escola precisa direcionar quais os caminhos a serem trabalhados.
“Costuma-se dizer que a família educa e a escola ensina, ou seja, a família cabe oferecer à criança e ao adolescente a pauta ética para a vida em sociedade e a escola instruí-lo, para que possam fazer frente às exigências competitivas do mundo na luta pela sobrevivência”. (Osório, 1996, p.82)
Quando o autor escreve que a família educa para a ética social e a escola ensina a viver com competitividade no mundo, ele tenta delinear a participação da escola e família na formação do educando.
Numa análise mais detalhada, a família e a escola possuem funções diversas. Tais funções não devem ser confundidas sob pena de causar um desagradável atrito entre ambas. Porém é imprescindível que uma conheça as finalidades da outra para que consigam trabalhar juntas numa sintonia de respeito, colaboração e participação.
Esta busca de construção mútua trará benefícios a todos principalmente ao sujeito do processo de ensino e aprendizagem, o aluno.
O homem á capaz de usar sua racionalidade para atingir os objetivos adequados e satisfatórios ao seU organismo, a fim de preencher suas tendências atualizantes e de suas experiências e vivências.
A tendência atualizante do organismo envolve uma maior abertura para as experiências e vivências afetivas e para a integração das mesmas nas suas formas autênticas. Define o indivíduo atualizado ou auto-realizado como mais aberto aos seus sentimentos de medo, de desencorajamento e dor.
O processo de aconselhamento, desenvolve-se em determinadas etapas. A etapa inicial concentra-se na experiência que o aconselhando tem do aconselhador e da situação de aconselhamento.
A etapa seguinte caracteriza-se pela experiência da responsabilidade.
No início do processo de aconselhamento, o aconselhando já está realizando progresso.
Finalmente, é o aconselhando quem decide quando deve terminar o processo de aconselhamento.
O aconselhador expressa a sua confiança de que o aconselhando é realmente capaz de auto-compreensão e de encontrar a resposta para as dificuldades. Pela aceitação do aconselhando e pelo respeito a sua integridade como um indivíduo autônomo e independente, abstém-se de qualquer intervenção para dirigir a situação de aconselhamento.
O papel do aconselhador, porém, não é passivo, pois o relacionamento é implementado ativamente pelo calor humano, sensibilidade e aceitação genuína por ele expressas.
Os aconselhadores centrados no cliente preferem evitar o uso de testes. Volta-se para o aconselhando como pessoa total e não meramente para o problema inicialmente exposto. Todavia, não ignora o problema apresentado e visa ajudar o aconselhado a explorá-lo pelo relacionamento oferecido.

CONCLUSÃO
Ao se lidar com sentimentos e comportamentos de uma pessoa, temos uma responsabilidade muito grande.
Orientar só pode ser feito com muito amor, estando presente às mudanças, às tensões, tantas vezes reprimidas. Muitas vezes, envolve sofrimento ao dominar as próprias emoções.
A atualização e o estudo constante do Orientador é de suma importância, pois ele está trabalhando com a pessoa mais valiosa no Processo Educacional, que é o ALUNO.



BIBLIOGRAFIA
OSÓRIO, Luiz Carlos. Família Hoje. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento. 5 ed. São Paulo: Libertad, 1999.
VIOLLET, Jean. Pequeno Tratado de Pedagogia. 2 ed. São Paulo: Paulinas, 1962

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Quatro Pilares da Educação

Os Quatro Pilares da Educação

Jaques Delors et al

Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo, para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos da compreensão;; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente;; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas;; finalmente, aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes. É claro que essas quatro vias do saber constituem apenas uma, dado que existem entre elas múltiplos pontos de contato, de relacionamento e de permuta. Mas, em regra geral ensino formal orienta-se, essencialmente, se não exclusivamente, para o aprender a conhecer, e, em menor escala, para o aprender fazer. As outras duas aprendizagens dependem, a maior parte das vezes, de circunstâncias aleatórias quando não são tidas, de algum modo, como prolongamento natural das duas primeiras. Ora, a Comissão pensa que cada um "dos quatro pilares do conhecimento" deve ser objeto de atenção igual por parte do ensino estruturado, a fim de que a educação apareça como uma experiência global a levar a cabo ao longo de toda a vida, no plano cognitivo como no prático, para o indivíduo enquanto pessoa e membro da sociedade. Desde o início dos seus trabalhos que os membros da Comissão compreenderam que seria indispensável, para enfrentar os desafios do próximo século, assinalar novos objetivos à educação, e, portanto, mudar a idéia que se tem da sua utilidade. Uma nova concepção ampliada de educação devia fazer com que todos pudessem descobrir, reanimar e fortalecer o seu potencial criativo - revelar o tesouro escondido em cada um de nós. Isto supõe que se ultrapasse a visão puramente instrumental da educação, considerada como a via obrigatória para obter certos resultados, (saber-fazer, aquisição de capacidades diversas, fins de ordem econômica), e se passa a considerá-la em toda a sua plenitude: realização da pessoa que, na sua totalidade, aprende a ser. (A seguir, no livro, são discutidos em detalhe cada um dos quatro pilares. O trecho a seguir é o resumo final do capítulo)A educação ao longo de toda a vida baseia-se [portanto] em quatro pilares:Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.Aprender a fazer, a fim de adquirir, não somente uma qualificação profissional, mas, de uma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Mas também aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem aos jovens e adolescentes, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, quer formalmente, graças ap desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho. Aprender a viver juntos desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências - realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos - no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz. Aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir com cada vez maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, não negligencia na educação nenhuma das potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se.Numa altura em que os sistemas educativos formais tendem a privilegiar o acesso ao conhecimento, em detrimento de outras formas de aprendizagem, importa conceber a educação como um todo. Esta perspectiva deve, no futuro, inspirar e orientar as reformas educativas, em nível tanto de elaboração de programas como da definição de novas políticaspedagógicas.

(*) Texto transcrito do Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors. O Relatório está publicado em forma de livro no Brasil, com o título Educação: Um Tesouro a Descobrir (UNESCO, MEC, Cortez Editora, São Paulo, 1999). Neste livro, a discussão dos "quatro pilares" ocupa todo o quarto capítulo, pp. 89-102. Aqui se transcreve, com a devida autorização da Cortez Editora, trechos das pp. 89-90 e 101-102.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A importância da auto-estima

IMPORTÂNCIA DA AUTO-ESTIMA - FATOR INDISPENSÁVEL NO DESENVOLVIMENTO DA LEITURA E DA ESCRITA

Pr. Suedem Alceno Medeiros

Resumo:
O objetivo primordial deste artigo é refletir a cerca da importância do aluno ser incentivado a descobrir seus potenciais em relação ao acesso à aprendizagem de leitura e escrita no âmbito da sala de aula. Nesse sentido, o professor precisa recorrer aos conhecimentos didáticos e pedagógicos de forma reflexiva para descobrir como elevar a auto-estima do educando como objetivo de fazê-lo compreender que a capacidade de aprender é algo que todos têm, e que ela se desenvolve a partir da busca da aprendizagem. A prática pedagógica para desenvolver a auto-estima da criança precisa apresentar ações que sejam relacionadas coma vivência cotidiana do aluno, considerando seus conhecimentos assimilados fora do espaço escolar como aprendizagem importante para a construção do conhecimento escolar. É na sala de aula que o professor tem a oportunidade de mostrar ao aluno que a vida comum fora do espaço escolar é também um aprendizado significativo para sua formação intelectual, pessoal e coletiva.

Palavras-chave: leitura; escrita; prática pedagógica; professor; aluno e auto-estima.

1. INTRODUÇÃO
É comum em escolas da rede pública, principalmente em salas das séries iniciais do Ensino Fundamental, haver alunos que estão na sala de aula, mas que não apresentam nenhum interesse em realizar as atividades propostas pelo professor. Sempre estão indisciplinados e de certa forma acabam prejudicando o desenvolvimento, inclusive, dos outros colegas.

Outro fator que também paralelo a este ocorre, diz respeito à postura pedagógica do professor. Percebe-se que, a questão do professor apresentar uma prática pedagógica que chame a atenção do aluno, continua sendo a grande problemática da escola em relação ao favorecimento de uma aprendizagem significativa.

É, sem dúvida, imprescindível que para o aluno participar ativamente das propostas de atividade que o professor leva para sala de aula, elas têm de ser embasadas em metodologias que estimulem ao aluno a participar da aula.
A auto-estima para ser efetivada, a ação docente precisa se dá conta de que, para a aprendizagem ser concretizada, a prática pedagógica do professor deve proporcionar atividades que tenham sentido para o aluno.

É importante ressaltar que, a auto-estima para ser um fator que estimule o aluno a ler e escrever, o professor precisa compreender como trabalhar com os conteúdos e relacioná-los com a realidade da turma. Esta é uma aprendizagem significativa. Os textos, por exemplo, precisam ser sobre o universo das crianças, na mesma proporção, a produção da escrita.

Importa para que o professor trabalhe bem na sala de aula que ele conheça de perto a própria prática pedagógica, como agir junto aos alunos que apresentam determinadas dificuldades. De posse do conhecimento sobre educação e sobre a importância de colocar o aluno como sujeito da aprendizagem, o desenvolvimento, principalmente da leitura e escrita poderá ser concretizado na escola com mais facilidade.

2. IMPORTÂNCIA DA AUTO-ESTIMA
Fator indispensável no desenvolvimento da leitura e da escrita

2.1 – NECESSIDADE DE MUDAR – PROFESSOR RENOVADO
As reformas em educação das últimas décadas apontam uma demanda criteriosa a respeito da postura do professor em relação à forma pela qual atua em sala de aula. O que se discute hoje entre os profissionais e educação sobre essa questão é que, depende exclusivamente de uma prática pedagógica de qualidade a formação do aluno para enfrentar os desafios atuais.

A necessidade de mudar a maneira de trabalhar os conteúdos em sala de aula não é uma problemática que a conjuntura educacional descobriu recentemente, pelo contrário, desde o início da década de 30, com o manifesto dos pioneiros da educação que os profissionais preocupados com uma educação de qualidade e para todos, vem tentando mudar a realidade da escola em relação ao ensino-aprendizagem. Segundo Aranha1 sobre essa questão afirma que:

Devido ao clima de conflito aberto, em 1932, é publicado o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, encabeçado por Fernando de Azevedo e assinado por 26 educadores. O documento defende a educação obrigatória, pública, gratuita e leiga como um dever do Estado, a ser implanta em programa de âmbito nacional...(p.198)2

Os problemas do atraso da educação brasileira se arrastam a anos no país. Entretanto, na década de 90, as exigências para uma educação de qualidade invadiram todas as discussões sobre a questão da necessidade de mudar a prática pedagógica com o objetivo de melhorar o ensino e que também essa mudança fosse eficientemente capaz de, além de permitir o ingresso do aluno das classes populares na escola, consequentemente, fizesse com que ele permanecesse estudando. Todas essas exigências tornaram-se Leis com a Nova LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação, n.º 9.394/96 aprovada em 20 de dezembro de 1996.

A necessidade que a postura educacional tem em tomar novas atitudes é tão real que o próprio Governo tem viabilizado o acesso do professor à graduação, em razão de que, em respostas aos organismos externos, o Brasil tem até 2007 para formar todos os professores que atuam na rede pública. Apesar de muitos professores da rede pública já serem graduados, a atuação na sala de aula ainda não permite ao aluno uma aprendizagem significativa e eficiente.

A prática pedagógica uma vez bem articulada e embasada nos pressupostos de que, os conhecimentos prévios dos educandos devem ser respeitados, sem dúvida que essa condição propicia ao aluno a oportunidade de participar do processo ensino-aprendizagem. Essa postura do professor é inquestionavelmente uma das exigências das transformações atuais da educação. Muitos educadores, entre eles, os que fizeram parte do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, já buscavam essa prática educativa, mas que felizmente hoje, essa renovação vem sendo concretizada na rede pública. É verdade que ainda há muito a ser feito sobre a melhoria do ensino, a questão do professor perceber que tem que mudar a prática é apenas um primeiro passo.

Além da questão do atraso dessas reformas em relação ao desenvolvimento da sociedade, a valorização do magistério é polêmica. Financeiramente, o professor continua na luta por um espaço de melhores condições de trabalho, de salário entre outros problemas que afetam diretamente a atuação do professor. No entanto, esses não podem ser motivos para não apresentar uma prática pedagógica de qualidade. Porque o professor que realmente é um educador se preocupa com a formação do aluno.

Independentemente das problemáticas externas, o professor precisa impor uma nova concepção de educação de qualidade em sua prática educativa. A luta que se trava quanto à qualidade do ensino, sem dúvida, esta relacionada na busca do professor procurar atuar de maneira que o aluno seja o sujeito da ação de aprender, ou seja, as atividades que são desenvolvidas em sala de aula precisam estar relacionadas com suas necessidades reais de aprendizagem. Para Freire3 :

Por isso mesmo pensar certo coloca ao professor ou, mais amplamente, à escola, o dever de não só respeitar os saberes com que os educandos, sobretudo os das classes populares, chegam a ela - saberes socialmente construídos na prática comunitária–mas também, como há mais de trinta anos sugerindo, discutir com os alunos o ensino dos conteúdos... (p.33).

A auto-estima do aluno só pode emergir se forem trabalhados na sala de aula, a contextualização dos saberes cotidianos do aluno com os conteúdos didáticos. No entanto, é importante que o professor busque os conhecimentos necessários sobre como renovar sua prática pedagógica, de maneira que ele possa trabalhar dentro dessa perspectiva. O primeiro passo para o professor renovar sua prática é ter consciência, dessas exigências pedagógicas. Esse primeiro passo é o acesso ao conhecimento da concepção de educar.

O ato de educar é uma missão que exige muito esforço do professor, principalmente em relação àquele que se limita ao livro didático, ao espaço restrito da sala de aula e ao conhecimento adquirido ao longo de sua experiência profissional e acadêmica. Educar ultrapassa o objetivo de transmitir conhecimentos.

A pretensão maior da educação renovada é orientar os alunos a compreenderem o mundo que os cercam. O professor para proporcionar uma educação, a qual oriente a criança para compreender as desigualdades sociais, as injustiças, as transformações naturais da sociedade devem ater-se a conhecer, em primeiro lugar, o mundo do seu aluno. As possibilidades de trabalhar numa sala de aula onde o perfil sócio-econômico e cultural dos alunos faz parte das pesquisas, das quais geram ferramentas ao professor, são muito mais propiciadoras de aprendizagem.

Conhecer os problemas extra-escolares dos alunos contribui de forma significativa para compreendê-lo em suas atitudes em sala de aula. A partir do momento em que o aluno se sente parte do processo de ensino-aprendizagem, quando ele percebe que sua vida familiar assume importância no trabalho do professor, é natural que sua resposta enquanto aprendiz seja positiva. É nesse processo pedagógico que o professor consegue criar situações de aprendizagem. A interação entre as dúvidas e curiosidades dos alunos com os conteúdos didáticos resultam em novas perspectivas quanto à construção do conhecimento, uma vez que a escola é mediadora entre o indivíduo e sua inclusão social. Segundo Libâneo 4 :

...A escola tem, pois, o compromisso de reduzir a distância entre a ciência cada vez mais complexa e a cultura de base produzida no cotidiano, e a promovida pela escolarização. Junto a isso tem também, o compromisso de ajudar os alunos a tornarem-se sujeitos pensantes, capazes de construir elementos categoriais de compreensão e apropriação crítica da realidade. (pp. 10-11)

Diante desses compromissos, o professor não pode deixar de reconhecer a importância dos conhecimentos prévios dos educandos como ferramentas essenciais para motivá-los a buscarem condições de acessar os bens culturais, enfim, de construírem o conhecimento sobre o mundo, dessa forma poder questionar e atuar no meio o qual está inserido.

2.2 – O PROFESSOR COMO EDUCADOR
Alguns professores têm muita dificuldade em olhar para seus alunos e enxergar o que se passa com ele. Na maioria das vezes, sabem explicar o que aprenderam nas escolas de formação ou nos livros didáticos, sem levar em conta se aqueles alunos se enquadram ou não no caso que querem explicar. A insensibilidade dos professores, da escola e dos órgãos públicos com relação ao processo de aprendizagem é patente e geralmente catastrófica para o ensino.

Em razão dessa postura do professor, muitos alunos, ou quase todos os alunos da rede pública sentem-se desmotivados para permanecerem na escola. Na maioria das vezes, o que o professor trabalha em sala de aula não tem nenhum sentido para eles. Para que o aluno seja estimulado a buscar e construir o conhecimento escolar o professor precisa ser, ao mesmo tempo, um educador.

O que mais falta na educação é a figura do educador. Falta o professor educador que em primeiro lugar se preocupa em conhecer seus alunos e só depois diz a eles, de maneira clara, honesta e adequada, aquilo que os educa, de fato, para a vida.

O grande trabalho educativo deve voltar às mãos do professor. Ele precisa ter liberdade de ação para que se possa exigir dele competência e desempenho profissional à altura dos ideais da verdadeira educação. Sem o professor, não há escola nem tão pouco a educação para todos.

A condição do professor educador é imprescindível para que o aluno assimile os conteúdos na sala de aula. As práticas de leitura e escrita são atividades que solicitam metodologias regadas pela capacidade pedagógica de fazer do ambiente da sala um espaço de troca de experiências, de afetividade. A auto-estima do aluno torna-se nessa perspectiva, uma necessidade para que possam ser desenvolvidas suas competências.

2.3 – DESENVOLVIMENTO DA AUTO-ESTIMA DA CRIANÇA
A prática de leitura e escrita tem sido um dos grandes desafios aos educadores, especialmente de séries iniciais do Ensino Fundamental. A razão desafiadora dessa prática é que ela exige que o professor tenha um conhecimento aguçado sobre a própria prática pedagógica. A auto-estima do aluno para ser desenvolvida solicita que o professor tenha uma postura de educador.

A auto-estima que a criança desenvolve é, em grande parte, interiorizada da estima que se tem por ela e da confiança da qual é alvo. Disso resulta a necessidade de o adulto confiar e acreditar na capacidade de todas as crianças com as quais trabalha. Lembrando que, a auto-estima da criança para ser desenvolvida vai depender grandemente da forma em que o professor se comporta em sala de aula, uma vez que ele que transmite informação às crianças. No ensino da leitura, por exemplo, o aluno tem grande possibilidade de gostar de ler se continuamente perceber que seu professor gosta de ler. E isso deve ser sempre realizado na sala de aula. Segundo o PCN5 o professor precisa criar condições para formar alunos leitores. Quanto a esta questão expressa que dentre muitas dessas condições, a participação do professor lendo na sala de aula em momentos próprios para o desenvolvimento do ato de ler é fundamental, nesse sentido expressa que é necessário:

Organizar momentos de leitura livre em que o professor também leia. Para os alunos não acostumados com a participação em atos de leitura, que não conhecem o valor que possui, é fundamental ver seu professor envolvido com a leitura e com o que conquista por meio dela. Ver também alguém seduzido pelo que faz pode despertar o desejo de fazer também. (p. 58).

Não há nenhuma dúvida de que é fundamental que o professor tenha metodologias de trabalhos a partir das quais o aluno perceba como deve agir em determinadas coisas. O professor é importante criar situações educativas para que, dentro dos limites impostos pela vivência em coletividade, cada criança possa ter experiências, os seus hábitos, ritmos e preferências individuais. Da mesma forma, ouvir as falas das crianças, compreendendo o que elas estão querendo comunicar, fortalecer sua auto confiança.

O processo de construção da autoconfiança envolve avanços e retrocessos. As crianças podem fazer birras diante das frustrações, demonstrar sentimentos de vergonha e medo, necessitando de apoio e compreensão dos pais e professores. O adulto deve ter em relação a elas uma atitude moderada, apoiando-as e controlando-as de forma flexível, sobretudo segura.

A colaboração entre pais e professores é fundamental no acompanhamento conjunto dos progressos que a criança realiza na construção de sua identidade e progressiva autonomia pessoal, talvez a questão dessa parceria entre família e escola é que está um dos maiores problemas do desenvolvimento da criança.

É importante e necessária, a preocupação em demarcar o espaço individual no coletivo para que a criança tenha noção de que sua inserção no grupo não anila sua individualidade. Isso pode se fazer presente, por exemplo, na identificação dos pertences pessoais. E contrapartida, trabalhar o reconhecimento e identificação das outras crianças é também um objetivo importante, porque favorece a formação do sentimento de grupo.

Portanto, para que o professor desenvolva junto ao aluno sua auto-estima, sem hesitar, precisa trabalhar com planejamento, porque este o induz a estudar como realizar as ações em sala de aula, fator que promove ao professor, sua competência didática, bem como o conhecimento aguçado sobre como agir nas diversas situações de ensino-aprendizagem. Nessa perspectiva, é importante referir-se a cada criança pelo nome, bem como que propicie condições de todas elas se conhecerem pelos seus próprios nomes. Para isso, várias atividades podem ser planejadas, com destaque para as variedades de brincadeiras em que se podem inserir os elementos do grupo, propiciando que sejam trabalhados durante a brincadeira. É uma oportunidade de trabalhar de forma espontânea a interação, um dos pressupostos básicos do desenvolvimento da auto-estima.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O que se percebe de um modo geral na escola é que a competência do professor torna-se fator de grandes discussões entre os profissionais em educação e da sociedade de modo geral. As reformas educacionais descritas na Nova LDB – 9.394/96 preestabelece as mudanças em relação a pratica pedagógica, as quais são imprescindíveis para que a educação brasileira apresente resultados concretos em se tratando de aprendizagem.

É importante que o professor perceba que para desenvolver a auto-estima do aluno em relação à prática de leitura escrita, ou mesmo em qualquer outra atividade, é necessário que haja mudança significativa em sua prática pedagógica. As reformas em educação solicitam professores que pesquisem sobre o real sentido da educação para que, de posse desses conhecimentos possa proporcionar ao aluno condições de desenvolver suas competências e construir seu conhecimento escolar.

A renovação da prática pedagógica é um grande desafia porque leva o professor a compreender que para ensinar é preciso aprender e perceber que o conhecimento, a aprendizagem do educando se desenvolve gradativamente. é por isso que ele precisa ensinar e educar. Nesse sentido, Coll6 :

...A realização de algumas tarefas escolares exige que a criança “atenda” as explicações do professor, outras repousam sobre o principio de que o aluno deve executar uma série de instruções precisas; outras outorgam uma importância crucial a fato de que o aluno escolha o que fazer... Em todos os casos citados, pretende-se que a criança seja ativa...(p. 48)


O professor precisa ser capaz de estabelecer uma diferença entre o que o aluno é capaz de fazer e de aprender por si só. O olhar do professor com essas perspectivas é que vai criar situações de aprendizagens onde a criança desenvolve espontaneamente sua auto-estima, a partir de uma aprendizagem significativa dos fatos, de conceitos, procedimentos e atitudes.

A prática da leitura e escrita para ser uma concreta para a criança exige que o professor tenha conhecimento de como se dá o processo de desenvolvimento. As ações do professor educador são imprescindíveis para a sua formação crítica e reflexiva.

1-ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação. 2 ed. – São Paulo: Moderna, 1996.
2-Esse documento criticava o sistema dual que destinava uma escola para os ricos e outra para os pobres, também reivindicava a escola básica única. Esse manifesto é muito importante na história da pedagogia brasileira porque representa a tomada de consciência da defasagem entre educação e as exigências do desenvolvimento.
3- FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia – Saberes Necessários à prática educativa. 24 ed. – São Paulo.
4-LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente. – São Paulo: Cortez, 1998.
5-BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental.PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais. Volume 02. – Brasília: MEC/SEF, 1997.
6-COLL, César. Aprendizagem escolar e construção do conhecimento. – Porto Alegre: Artmed, 2002.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação. 2 ed. – São Paulo : Moderna, 1996.
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais. Volume 02 – Brasília: MEC/SEF, 1997.
COLL, César. Aprendizagem escolar e construção do conhecimento. – Porto Alegre: Artmed, 2002.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia – Saberes Necessários à prática educativa. 24 ed. – São Paulo: Paz e Terra, 2002.
LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente. – São Paulo: Cortez, 1998.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Motivação na Aprendizagem

Motivação na aprendizagem
MOTIVAÇÃO NA APRENDIZAGEM

Cássia R. M. de Assis Medel


O professor deve lançar mão de recursos que levem o aluno à motivação para que a aprendizagem ocorra, realmente, de maneira eficaz. Será possível ainda formar cidadãos éticos e interessados no saber?


Os professores estão sempre se perguntando sobre o que devem fazer para que os alunos realmente aprendam.
Segundo o dicionário Silveira Bueno, motivação quer dizer exposição de motivos ou causas; animação; entusiasmo. Através dessas definições, pode-se constatar que estar motivado é estar animado, entusiasmado. Para isso, é necessário ter motivos para se chegar a esse estado.

Qualquer coisa que se faça na vida, é necessário primeiro a vontade de realizá-la, senão nada acontece. Isso também ocorre na educação. Educação requer Ação e como resultado dessa ação, há o APRENDIZADO. Mas para que se realize a ação e esta resulte no aprendizado é necessário, inicialmente, que haja a VONTADE, nesse caso, a vontade de aprender. O professor deve descobrir estratégias, recursos para fazer com que o aluno queira aprender, em outras palavras, deve fornecer estímulos para que o aluno se sinta motivado a aprender. Como por exemplo:

• Dar tratamento igual a todos os alunos;
• Aproveitar as vivências que o aluno já tem e traz para a escola no momento de montar o currículo, incluir temas que tenham relação, isto é, estejam ligados à realidade do aluno, a sua história de vida, respeitando a sua vida social, familiar;
• Mostrar-se disponível para o aluno, ou seja, mostrar que ele pode contar sempre com o professor;
• Ser paciente e compreensivo com o aluno;
• Procurar elevar a auto-estima do aluno, respeitando-o e valorizando-o;
• Utilizar métodos e estratégias variadas e propostas de atividades desafiadoras;
• Mostrar-se aberto e afetivo para e com o aluno;
• “Acolher” realmente o aluno;
• Dar carinho e limites na medida certa e no momento adequado;
• Manter sempre um bom relacionamento com o aluno, e consequentemente, um clima de harmonia;
• Fazer de cada aula um momento de real reflexão;
• Ter expectativas positivas acerca do aluno;
• Saber ouvir o aluno;
• Não ridicularizá-lo jamais;
• Amar muito o que faz, a sua profissão de professor;
• Mostrar para o aluno que ele pode fazer a DIFERENÇA, isto é, que ele tem o seu lugar e o seu valor no mundo;
• Perceber que ele, o professor, pode fazer a DIFERENÇA, para o aluno;

O professor deve ensinar o aluno a ser ético e crítico, mostrando a ele que a crítica é boa , desde que feita de maneira adequada e que a ética é fundamental em qualquer relacionamento humano, em qualquer ambiente: Familiar, Social, Escolar, entre outros.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Motivação

Motivação

Talvez o primeiro ponto que há de se entender, em relação ao consumidor, seja a motivação. Com raras exceções, um ser humano não consumirá nada se não estiver motivado a comprar.

A motivação envolve atividades as quais nos levam a um determinado objetivo. Podemos nos tornar motivados ou estimulados por meio de necessidades internas ou externas que podem ser de caráter fisiológico ou psicológico.

Se por algum motivo, ficarmos sem tomar água por algum tempo, o nosso organismo reagirá de uma forma tal que, constantemente, nos sentiremos compelidos a buscar nosso objetivo, ou seja, saciar a sede. O comportamento motivado tenderá a prosseguir até que nosso objetivo seja alcançado, de forma a reduzir a tensão que estamos sentindo.

Muitas vezes conseguimos driblar a necessidade com outro aspecto. Se estamos com sono, por exemplo, todo nosso comportamento se voltará a perseguir o objetivo de acabar com o sono, ou seja dormir. Se, no entanto, alguma outra coisa nos motivar – um filme na televisão, por exemplo, ou uma reunião de amigos – o nosso comportamento fará com que os sintomas de sono sejam temporariamente esquecidos.

A estimulação interna, no entanto, pode não ser de ordem fisiológica, remetendo o indivíduo à fantasia. Mesmo sem estar com sede, ao imaginar uma garrafa de Coca-Cola gelada, pode me fazer sentir todos os sintomas da sede, desta vez não porque meu organismo necessita de água, mas porque a minha imaginação pôs em funcionamento os mecanismos do corpo que me fariam sentir a mesma sede.

Da mesma forma, um estímulo externo, como a visão de um grupo de amigos tomando uma cerveja, pode ocasionar os mesmos sintomas.

Nos três casos sempre haverá uma espécie de aprendizado adequado à satisfação de saciar a sede. Haverá então uma vontade que se manifestará de forma física, o que nos fará ir ao bar ou supermercado mais próximo e comprar um refrigerante ou cerveja.

Estes exemplos se baseiam em impulsos que se manifestam de forma fisiológica. Grande parte dos nossos impulsos nos remetem, em sua origem, a saciar as necessidades básicas, como a sede, sono, fome, proteção do corpo contra frio, calor e outros.

Poucos estudos se fizeram em relação ao consumidor sobre estas necessidades, que são consideradas básicas. Sabe-se muito sobre as necessidades de comer, beber, dormir, mas, na realidade, não interessa à sociedade de consumo que um ser humano tem que comer, beber ou vestir algo. O que interessa na realidade, ao mercado, é o estudo do que comer, o que vestir e o que beber, ou quando uma pessoa escolhe determinado alimento ou bebida para saciar a sua fome e sede, entender quais foram os motivos que levaram a pessoa àquela escolha. Estas são as necessidades secundárias, que englobam hábitos alimentares orientados por normas, princípios e valores de uma determinada sociedade ou grupo social.

Estas necessidades são de origem psicológica ou social. Sentir sede, por exemplo, é uma necessidade biológica, é uma necessidade básica. Não tomar refrigerantes para poder emagrecer, no entanto, é uma necessidade de cunho social.

Usar um casaco no frio é necessidade básica. Usar um casaco Pierre Cardin de 3.000 Reais é uma necessidade de aceitação social, ou secundária.

O mais interessante é que as necessidades primárias não interferem na escolha ou determinação de um produto. As secundárias, sim. Todos sabem que, antes de morrer de fome, um ser humano se submete a comer coisas que não comeria em sua sã consciência, quando houvessem outras opções. No dia a dia, entretanto, as necessidades secundárias agem de forma inesperada no indivíduo, fazendo-o escolher determinada marca de alimento, bebida ou roupa, sem ao menos saber por que.

Fonte
SERRANO, Daniel Portillo. Motivação. Disponível em: . Acesso em: 16 ago. 2005.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Antes de querer mudar o mundo, mude-se !

Antes de querer mudar o mundo, mude-se

Com o mercado altamente competitivo, o qual pode-se notar pelo grande número de concorrentes, pelas promoções de venda cada vez mais agressivas, pelos clientes cada vez mais exigentes, pelas menores possibilidades de errar e ainda manter-se no mercado, surge a necessidade de aprimoramento contínuo. Em função destes fatos, cada vez mais se fala em fidelização de clientes, as empresas e, principalmente, os profissionais precisam rever seus conceitos relativos ao modo de como lidar com os eventos do dia-a-dia.

É necessário romper barreiras, abandonar as concepções de como a realidade é ou como acreditamos que ela seja, enxergar onde outros não enxergam e admitir que temos que nos adaptar sempre aos novos acontecimentos e que isso implica em rever constantemente nosso modo de agir e pensar. Aprender hoje não se dá pelo acúmulo de conhecimento, e sim pela capacidade de refinar aquilo que estamos vendo, ouvindo, sentindo na pele, para daí formarmos um modo de agir centrado na necessidade de ser o melhor sempre. Contudo, ser o melhor não significa ser melhor que alguém ou alguma empresa. Ser o melhor significa ultrapassar nossos limites.

Complicado? Pois bem, por onde começar?

O começo se dá pela humildade em admitir que temos muito a melhorar sempre. Em seguida, comece a observar outros profissionais de sua área, não necessariamente somente do seu ramo de atividade, mas outros profissionais que você considera que sejam bons ou de preferência excelentes. Extrapole e observe outros profissionais, não necessariamente os que têm a mesma função que você, e verá que existe muito a aprender e que muita coisa pode ser feita.

Busque conhecimento técnico através de livros, revistas especializadas, cursos, palestras, Internet e conversas com outros profissionais. Porém, lembre-se de que há dois pontos importantes a serem considerados: o primeiro é existir uma tendência em buscarmos conhecimento apenas de assuntos diretamente relacionados ao nosso ramo, profissão ou dia-a-dia e que perdemos muito ao não considerarmos outras áreas que podem ajudar de forma direta ou indireta na nossa formação e competência; o segundo, nenhum conhecimento será útil se não puder ser traduzido em algum tipo de ação prática que venha agregar valor ao nosso cotidiano.

Não se perca em detalhes que não acrescentam, pois, em geral, eles apenas tomam tempo e o resultado final é uma considerável perda do foco. Avalie-se constantemente e descubra em que evoluiu e em que deve melhorar. Aprenda a se relacionar com pessoas, pois isso definirá muito de como as oportunidades e ameaças acontecerão em sua vida pessoal ou profissional. Outrossim, lembre-se, por mais delicada que seja a situação, de que sempre existem dois lados e que não necessariamente você sempre está certo.

Escute mais o que seu cliente tem a dizer e não busque conduzir a negociação ou conversa: primeiro ouça o que ele tem a lhe dizer e somente então lhe dê a resposta. Muitos profissionais se perdem nesse ponto, pois, em geral, tendem a querer fechar o melhor negócio sob sua ótica e não sob a ótica do cliente.

Tenha um acompanhamento pós-venda em todas as suas negociações e não procure o cliente apenas quando quiser vender. Faça surgir um relacionamento e não apenas uma transação comercial.

Enfim, são muitos os pontos, e nenhum deles é uma regra, mas servem para mostrar que temos a melhorar e que tal intento é possível, basta para isso nos disponibilizarmos e buscarmos os meios para que isso aconteça.

Fonte
VIOLIN, Fábio Luciano. Antes de querer mudar o mundo, mude-se. Disponível em: http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Antes%20de%20Querer%20Mudar%20o%20Mundo%20mude%20se.htm. Acesso em: 8 jun. 2004.

A difícil arte de amar

"A Difícil Arte de Amar" A Limitação do Conhecimento entre o Homem e a Mulher Uma Interpretação da Psicologia Simbólica Jungui...