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Mostrando postagens de 2010

Psicanálise e Educação

PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO
Questões do cotidiano
Renate Meyer Sanches
São Paulo - Editora Escuta, set/2010 - 2ª Edição – 90 páginas.


O Livro parte da teoria psicanalítica, de Freud, percorrendo por autores como Melanie Klein, D.W. Winnicott, Froncoise Dolto e Maud Mannoni. Inspirada nas situações (suas e de alguns entrevistados) vividas no cotidiano, dentro estruturas sociais viciadas, a escola e as instituições totais (Febem), o texto que Renate nos traz, remete à prática, formal ou informal, de questões educacionais, cujo foco é: o educador, a criança, a família, suas histórias, suas dificuldades e angústias, como seres únicos, porém de comportamento semelhantes, cada qual com sua subjetividade, agindo num mundo de construção permanente do eu, do outro, e do entorno social. O estudo objetiva contribuir para um novo olhar da criança, do educador e da instituição, para uma intervenção mais adequada.
Oferece instrumentos para questões sobre agressividade, …

Educação Medicalizada

Educação Medicalizada

Autora: Carmem Fidalgo
Psicopedagoga

I Seminário Internacional – A Educação Medicalizada:
Dislexia, TDAH, e outros supostos transtornos.



Para os psicanalistas, essa situação é familiar. Freud recomendava que os pacientes fossem escutados com "atenção flutuante". Ele não sugeria que, durante a sessão, os analistas lessem o jornal ou cuidassem de seus e-mails.

Mas acontece que interpretar significa juntar dois pensamentos que, à primeira vista, não parecem ter muito a ver um com o outro. Para que isso aconteça, é preciso manter aberta a porta da divagação, de modo que pensamentos estrangeiros ao contexto não sejam barrados por princípio.

O diagnóstico médico e a escuta psicanalítica são processos que exigem um exercício criativo, se não inventivo. Neles, pode ser bem-vindo, AO MESMO TEMPO, divagar (ou mesmo devanear) e seguir os caminhos focados do pensamento que executa uma tarefa.

Nos anos 60, o metilfenidato (um estimulante) começou a…

Disbicicléticos

Disbicicléticos


Por Emilio Ruiz Rodriguez*

Dani é uma criança que não sabe andar de bicicleta. Todas as outras crianças do seu bairro já andam de bicicleta; os da sua escola já andam de bicicleta; os da sua idade já andam de bicicleta. Foi chamado um psicólogo para que estude seu caso. Fez uma investigação, realizou alguns testes (coordenação motora, força, equilíbrio e muitos outros; falou com seus pais, com seus professores, com seus vizinhos e com seus colegas de classe) e chegou a uma conclusão: esta criança tem um problema, tem dificuldades para andar de bicicleta. Dani é disbiciclético.
Agora podemos ficar tranqüilos, pois já temos um diagnóstico. Agora temos a explicação: o garoto não anda de bicicleta porque é disbiciclético e é disbiciclético porque não anda de bicicleta. Um círculo vicioso tranqüilizador. Pesquisando no dicionário, diríamos que estamos diante de uma tautologia, uma definição circular. “Por qué la adormidera duerme? La adormidera duerme porque tiene poder dor…

Psicopedagogia e a Família

A PSICOPEDAGOGIA E A FAMÍLIA

Isa Spanghero Stoeber, Zuleica P. De Felice

Ambas coordenam a seção de Psicopedagogia da Revista Viver, onde escrevem ou entrevistam profissionais, procurando criar um espaço de reflexão sobre essas áreas tão fundamentais de estudo, pesquisa e atuação. Nesta entrevista, elas discorrem sobre sua prática e os pontos de interligação entre as áreas profissionais, que permitem um trabalho de ótima parceria, com benefício para os indivíduos, as instituições e os profissionais

É possível desenvolver um trabalho psicopedagógico que inclua também a família?

Fazer um trabalho psicopedagógico interligado a uma terapia com a família amplia sobremaneira as possibilidades de investimento nos recursos pessoais e familiares dos pacientes que nos chegam ao consultório. Não nos podemos esquecer de que os relacionamentos humanos possuem múltiplas facetas, pois cada um de nós desempenha na vida uma enorme variedade de papéis, muitos dos quais justamente com alicerces na dinâ…

Ausência de Limites

AUSÊNCIA DE LIMITES
Carla Elias da Silva Pereira

RESUMO
O presente artigo visa discutir algumas considerações relacionadas ao ensino de regras e limites para crianças e adolescentes no seio familiar e no espaço escolar, assim como a parcela de responsabilidade de cada instituição educativa. Para tanto, realizei pesquisas em artigos publicados no site psicopedagogia.com.br, psicopedagogia on-line, e em trabalhos acadêmicos, pelo site de busca Google.com.br.

PALAVRAS-CHAVE: LIMITES. CRIANÇAS. SEIO FAMILIAR. ESPAÇO ESCOLAR

INTRODUÇÃO
Freqüentemente vemos na mídia impressa e televisiva, atos de abuso cometidos por adolescentes a colegas de classe e professores, dentro das instituições escolares. E nas discussões surgidas desses acontecimentos, fala-se repetidamente em falta de limites. Mas, quem ensinou as crianças e adolescentes a compreenderem o que são regras, limites, e ainda, para que servem? Verifica-se que os educadores defendem-se com o conhecido discurso sobre a falta empenho fam…

O Adolescente com TDAH

O ADOLESCENTE COM TDAH.

A Hiperatividade tende a diminuir de intensidade com a idade, e se apresenta como uma leve sensação de inquietação ou ansiedade. Mas, para muitos jovens a hiperatividade continua a perturbar e a provocar problemas na adolescência, pois eles envolvem-se em acidentes de moto, guiam perigosamente e parece não temer o perigo.

Se a entrada na puberdade é realmente um problema para as crianças de um modo geral, o que não dizer para o adolescente portador de TDAH?
A adolescência é um período difícil (muitas transformações hormonais, biológicas) em que as pressões escolares e da vida, de modo geral, aumentam muito, cobrando desses jovens todo o tipo de coisas que muitas vezes eles ainda não se encontram prontos (biologicamente amadurecidos) para realizar. Não raramente eles passam a se sentir sozinhos e culpados, assumindo para si a responsabilidade de corresponder as expectativas de seus pais e as do mundo, quando muitas vezes eles ainda não vão ter essa condição e…

Brincar, experimentar, conhecer ...

BRINCAR, EXPERIMENTAR, CONHECER...

...SONHAR, SORRIR E APRENDER



Marli Borsatti dos Santos e Mirley Martins Garcia Antonini

E-mail: marli_borsatti@yahoo.com.br



A escola inclusiva é aquela que se fundamenta no reconhecimento das diferenças humanas e na aprendizagem centrada nas potencialidades dos alunos, nesse sentido, todos devem aprender juntos, sempre que possível, independente de qualquer dificuldade ou diferença que possam ter.

A Secretaria Municipal de Educação do Município de Chapecó está realizando muitas ações para que a escola possa atender as especificidades de todos os alunos, buscando uma educação de qualidade e construindo um sistema educacional inclusivo.

A partir de projetos realizados juntamente com MEC/SEESP a Secretaria de Educação iniciou em nosso município a proposta de Atendimento Educacional Especializado - AEE, e no ano de 2006 implantou a primeira Sala de Recursos Multifuncionais - SRM. Atualmente temos seis SRM onde o atendimento é realizado por professores …

Subjetividade e Objetividade

Subjetividade e Objetividade: O Corpo e o Olhar desvelando a Trama do Ser e do Saber Humano

“Eu sou eu,
você é você,
Eu não vim ao mundo para atender às suas necessidades,
E nem você as minhas,
Se a gente se ENCONTRAR vai ser lindo,
Se não, nada se pode fazer.”

Perls ( Pai da Gestalt Terapia)

Este artigo é fruto de vários cursos e aprofundamentos pessoais e profissionais.

Como educadora tenho como marca/ matriz em meus estudos e pesquisas: os vínculos (internos e externos) e o corpo (do visceral/ concreto) ao corpo (palavra/ simbólico), favorecendo a construção de uma metodologia de desenvolvimento e aprendizado para o Ser e o Saber fundamentada no Paradigma Luz Borges: O Movimento Cognitivo – Afetivo – Social do Homem Ser/ Sujeito na produção do Conhecimento, de minha mestra Aglael Luz Borges.

Em minhas pesquisas, procuro estender foco para o olhar, a relação espaçotempo e as competências e habilidades do psicopedagogo muitas vezes professor, educador e pesquisador que este século X…

Zona de conforto !

Esteja disposto a se sentir desconfortável. Fique confortável estando desconfortável. Pode ficar difícil, mas é um preço pequeno a ser pago para viver um sonho. Peter McWilliams

Eu tenho um sofá muito confortável na minha sala. Quando me deito nele, é como se eu estivesse caindo em cima de uma nuvem no céu. Eu adoro ficar lá horas, lendo um bom livro ou vendo filmes ou até dormindo. Eu amo aquele sofá. Por quê? Porque é confortável.
Todos nós precisamos nos sentir seguros, relaxados e “guardados” em um local seguro. Entretanto, se ficarmos o tempo todo lá, o conforto pode começar a nos aprisionar e nos impedir de nos desafiar a aprender e a crescer.
A zona de conforto é como uma caixa pequena aonde fazemos as mesmas coisas repetidamente e, na maioria das vezes, inconscientemente, dia após dia. Saindo com as mesmas pessoas, vestindo as mesmas roupas, ouvindo as mesmas músicas, comendo as mesmas comidas - o que quer que façamos para nos mantermos seguros é o mesmo que viver na zona de c…

Símbolo da Psicopedagogia

Transcrevemos abaixo a notícia referente o símbolo da psicopedagogia eleito pela Associação Brasileira de Psicopedagogia:

Prezado Psicopedagogo

É com imensa satisfação que apresentamos o Símbolo da Psicopedagogia eleito por maioria de votos no VIII Congresso Brasileiro de Psicopedagogia realizado em São Paulo de 9 a 11 de julho de 2009.

A Diretoria Executiva da ABPp, por quase uma década tem se mobilizado de diferentes formas para que fosse criado e adotado um símbolo que representasse a atividade profissional do Psicopedagogo. A idéia foi encampada pelo Conselho Nacional da ABPp que, após vários estudos e sugestões trazidas pelas Seções e Núcleos se propôs a fazer um trabalho reflexivo com o grupo de conselheiras, para que as idéias pudessem ser gestadas a partir dos conceitos que norteiam a identidade da Psicopedagogia, a fim de que a escolha pudesse ser a que melhor se adaptasse aos objetivos propostos.

Assim, ao se definir e conceber o símbolo da profissão, buscamos produzir uma s…

Dislexia - Definição, Sinais e Avaliação

Dislexia - Definição, Sinais e Avaliação



O maior erro que se pode fazer com os disléxicos é querer que eles escrevam como todo mundo.
Dislexia
Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.

Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.


Sinais de Alerta
Como a…