Pular para o conteúdo principal

Dia do Psicopedago 12 de novembro

O “Dia do Psicopedagogo” foi instituído pela ABPp- Associação Brasileira de Psicopedagogia – na gestão de Nívea Maria de Carvalho Fabrício – 1999 – 2001 – em reunião do Conselho Nacional realizada no Colégio Graphein, em São Paulo.

A escolha da data – 12 de novembro – se deu para relembrar a fundação da Associação de Psicopedagogos de São Paulo, primeira entidade a congregar estes profissionais no país e que, em 1980, transforma-se na Associação Brasileira de Psicopedagogia, entidade que congrega, representa e divulga o conhecimento e a prática produzida pelos psicopedagogos e que, atualmente, está engajada no processo de legalização da profissão no país.

O objetivo de a ABPp ter instituído o “Dia do Psicopedagogo” foi o de divulgar a Psicopedagogia junto ao público em geral, colaborando para ampliar o alcance deste trabalho em todas as classes sociais. No Brasil, hoje ou nos próximos dias, são comemoradas as conquistas efetivadas pelos profissionais que se dedicam a estudar e a atuar sobre o processo de aprendizagem humana, os psicopedagogos.

Convém esclarecer que a Psicopedagogia ainda não é uma profissão regulamentada, mas já é uma ocupação no Brasil, pois faz parte da CBO- Classificação Brasileira de Ocupações – – família 2395 – o que garante a todos aqueles que atuam nesta área a credibilidade de suas ações. A CBO tem por finalidade a identificação das ocupações no mercado de trabalho para fins classificatórios junto aos registros administrativos e domiciliares.

A regulamentação profissional, entretanto, caminha a passos largos. O projeto de Lei 31/2010 que regulamenta a atividade de Psicopedagogia, de autoria da Deputada Federal Raquel Teixeira, foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. A profissão poderá ser exercida por graduados e também por portadores de diploma superior em Psicologia, Pedagogia ou Licenciaturas que tenham concluído curso de especialização em Psicopedagogia, com duração mínima de 600 horas e 80% da carga horária dedicada a essa área. Uma emenda assegurou ainda a inclusão dos fonoaudiólogos na lista de profissionais aptos a exercer a profissão, após a especialização exigida. Agora o Projeto terá que retornar à Câmara, para exame das modificações feitas pelo Senado. Houve ainda ajustes no texto para evitar conflitos de competência da nova atividade com outras profissões já regulamentadas.

Por tudo isso,aos psicopedagogos, que já são mais de 100.000 em todo Brasil segundo dados da ABPp e cujo trabalho jé é reconhecido e validado nacionalmente, parabéns !
Júlia Eugênia Gonçalves
Júlia Eugênia Gonçalves
Psicopedagoga há 34 anos, com formação em mestrado pela UFF. Carioca, moro em Varginha/MG desde 1996, quando fui contratada pela UEMG para participar de um projeto de formação de professores, depois de ter me aposentado da rede pública federal, onde atuava como docente no Colégio Pedro II. Pertenci ao Conselho Nacional da ABPp de 1997 a 2010. Atualmente tenho me especializado em EaD e suas interfaces com a Psicopedagogia.
- See more at: http://www.edupp.com.br/2014/11/12-de-novembro-e-dia-do-psicopedagogo/#sthash.4yxOlV1N.dpuf

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A importancia da atuação Psicopedagogica no contexto escolar

A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA NO CONTEXTO ESCOLAR Aylla Monise F.da Silva RESUMO Este artigo tem como objetivo discutir a importância da atuação psicopedagógica no contexto escolar, utilizando o método da pesquisa bibliográfica de autores válidos sobre este tema. Constitui-se de um breve histórico e uma contextualização da Psicopedagogia no Brasil, com enfoque significativo no contexto escolar. E apresenta alguns aspectos sobre a importância da ação psicopedagógica na escola com base na visão sistêmica. Sendo assim, este trabalho deverá compreender e refletir acerca da atuação do psicopedagogo frente às questões de ensino-aprendizagem na instituição escolar. Palavras-chave: Psicopedagogia, contexto escolar, aprendizagem. ABSTRACT This article has as a goal to discuss the importance of the psychopedagogic performance in school context, using as a methodology a reference research of renowned authors about this theme. It is constituted of a brief record and a contextualiza…

Dificuldades de Leitura

AS DIFICULDADES NA LEITURA
Telma Almeida Franco e Eunice Barros Ferreira Bertoso

As Dificuldades na Leitura – uma Proposta de Intervenção Psicopedagógica

Resumo
Este artigo apresenta como questão central conhecer as principais causas das dificuldades no processo de leitura e as intervenções psicopedagógicas, conceituar aprendizagem e dificuldades da mesma e analisar a opinião dos psicopedagogos quanto ao seu papel nas dificuldades de leitura. A leitura é definitivamente indispensável para que o indivíduo tenha uma comunicação com o mundo e para tirar as informações que ele perceba como adequadas para sua sobrevivência. Para a realização do estudo, a abordagem metodológica utilizada foi à pesquisa qualiquantitativa. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário constituído de questões fechadas e abertas.
Foram escolhidos quinze psicopedagogos que atuam na área Clínica e Institucional na zona Sul da cidade de São Paulo. Dos quinze sujeitos entrevistados 33% possuem um tempo de e…

Crianças imaturas

MAS EU QUERO!

Isabel Cristina Hierro Parolin

Tenho presenciado cenas e vivido situações, principalmente com crianças na faixa etária entre 5 e 9 anos, que acreditam que basta elas não quererem para que devam ser atendidas. Tem-se a impressão de que a criança aprendeu que a simples formulação dessa frase, "mas eu quero..." estabelece o motivo e a obrigatoriedade de serem atendidas, incondicionalmente, em seu desejo.
Ouço depoimentos de professores relatando histórias de alunos que se negam a fazer lições de casa ou a estudar determinado tema, ou a participar de um trabalho coletivo e, como justificativa, estas crianças dizem que não querem, que é chato. Quando os professores insistem, dando um limite claro que é importante e necessário fazer determinada atividade escolar elas replicam, revestidas de autoridade que não querem fazer e que não vão fazer!
E agora? Como proceder? Estas crianças acreditam que só devem fazer o que lhes dá prazer. O que elas aceitem. Não aceitam subm…